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Leve Esta Noite

DDT

Zaberi ehtu noch'

Pod osinoj-triasinoj, pod riabymi zakatami
Provoniav vrazh'ej psinoiu, ia bredu mezhdu datami
Za tumanami ssyl'nymi, mezhdu smyslami padaiu
Mne sud'ba - to li s kryl'iami, to li - merzloiu padal'iu
Nezhno k smerti prizhalasia zhizn' s nevernoiu bespechnost'iu
Vse stikhi, chto napisalis', ia postrelial, da nad vechnost'iu
Zaberi ehtu noch', otogrej, upokoj
Zhizn' moia pod rukoj, smert' moia - ehtot dozhd'
Vypal krest ehtikh mest, krasnykh zor'-palachej
Opustili v ruchej, a teper' ia nichej

Pod berezami-grezami, za vetrami-dozorami
Razodrav ruki zvezdami, ia s glagolami skorymi
Zemliu kroiu i maetsia neporochnaia krasavitsa
Zavaliv dushu vetkami, za mogilami-metkami
Potolkami-zaborami, edokami-zakatami
Ia pod puliami-vorami obnimaius' s utratami
Zaberi ehtu noch', otogrej, uspokoj
Zhizn' moia pod rukoj, smert' moia - ehtot dozhd'
Vypal krest ehtikh mest, krasnykh zor'-palachej
Opustili v ruchej, a teper' ia - nichej

Akh vy, devy spesivye, zhizn' i smert' - dury griaznye
Poluchite krasivogo, da po p'ianke - otviaznogo
Ia popal v okruzhenie, kto tam s belymi flagami
Pokupajte proshchenie, a ia ischeznu ovragami
Po utru, na stole-nole, mezhdu krajnimi datami
Ia zasnu nalegke s nebesami-rasplatami...
Zaberi ehtu noch', otogrej, upokoj
Zhizn' moia ehtot dozhd', smert' moia pod rukoj
Vypal krest ehtikh mest, krasnykh zor'-palachej
Opustili v ruchej, a teper' ia - nichej

Leve Esta Noite

Sob os pinheiros, sob os crepúsculos vermelhos
Eu caminho entre as datas, com um cão do inimigo
Atrás das névoas da prisão, entre os sentidos eu caio
Meu destino - ou é com asas, ou é com a queda fria
A vida se abraçou à morte com uma insegurança delicada
Todos os versos que escrevi, eu atirei, e sobre a eternidade
Leve esta noite, aqueça, acalme
Minha vida sob sua mão, minha morte - essa chuva
Caiu a cruz desses lugares, das auroras vermelhas
Deixaram-me na corrente, e agora eu sou nada

Sob os sonhos dos pinheiros, atrás dos ventos de vigilância
Rasguei as mãos com estrelas, eu com verbos apressados
Corto a terra e a bela virgem é imaculada
Entorpeci a alma com galhos, atrás das sepulturas
Com cercas e crepúsculos
Eu me abraço com as perdas sob balas e ladrões
Leve esta noite, aqueça, acalme
Minha vida sob sua mão, minha morte - essa chuva
Caiu a cruz desses lugares, das auroras vermelhas
Deixaram-me na corrente, e agora eu sou nada

Ah, vocês, garotas especiais, vida e morte - sujeira imunda
Recebam o belo, e na bebedeira - o desprezível
Eu caí em um cerco, quem está lá com bandeiras brancas
Compre perdão, e eu desaparecerei nos vales
De manhã, na mesa, entre as últimas datas
Eu adormecerei com os céus - com os pagamentos...
Leve esta noite, aqueça, acalme
Minha vida é essa chuva, minha morte sob sua mão
Caiu a cruz desses lugares, das auroras vermelhas
Deixaram-me na corrente, e agora eu sou nada

Composição: