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Trabalhador da Ferrovia

DDT

Zheleznodorozhnik

Musor vdol' zheleznoj dorogi,
Polzushchej po zhuiushchemu lesu.
Tampeksy, banki iz-pod trevogi,
Butylki ot schast'ia i lishnego vesa.
Smiatye legkie ot sigaret,
Gazety s brekhnej i sledami ponosa.
I tak dalee - ehto tysiachi let
Gniet i tleet na sklone otkosa.

P'ianyj, so sleziashchimisia
Glazami zheleznodorozhnik,
Rastet u dorogi vechnogo vetra,
Vystavil ukho, kak podorozhnik.
Slushaia voj i zubov skrezhetan'e
Naezzhaiushchego zvuka.
Stavit strelku v ne to sostoian'e,
Perevodit v tupik,
I sipit: "Ni pukha..."

Pripev:
Ehj! Zachem vam tuda?
Okatitisia zdes', ostavajtes' zdes'.
K chertu dorogi, pod otkos poezda,
Letajte zdes', razmnozhajtes' zdes'.

Zvuk, vzrevev, unositsia dal'she.
V oknakh mel'knuli piatna pomady,
Kriki pop-zvezd, da shepot bez fal'shi,
Chto-to pro zhizn' i to, kak ej rady.
V kazhdom tambure kuski pantomimy,
V kazhdom kupe - kotlety s glazami.
U stolikov cherti, da kheruvimy
Smotriat na les golubymi zadami.

Pripev:

Poezd ushel, i snova ni zvuka.
Ostalis' lish' ia, da zheleznodorozhnik.
Voshli v ego dom. Nakrapyval dozhdik,
Da na mokrom okne podykhala mukha.
"Strannye liudi," - skazal, nalivaia,
Mne staryj obkhodchik nastojki iz iadov.
"Vek prozhil zhizn', da k schast'iu ne znaiu,
Kak oni tam uzhivaiutsia riadom."

Pripev:

Pripev2:
Ehj! Zachem vam tuda?
Obnazhajtes' zdes', rozhajte zdes'.
Zachem vam dorogi, k chemu sueta?
Okopajtes' zdes', naslazhdajtes' zdes'.

Trabalhador da Ferrovia

Lixo ao longo da ferrovia,
Rastejando pela floresta que arde.
Tampinhas, garrafas de uma ansiedade,
Frascos de felicidade e peso a mais.
Restos leves de cigarros,
Jornais com mentiras e marcas de dor.
E assim vai - isso há milênios
Apertando e queimando na encosta.

Bêbado, com lágrimas nos
Olhos, o trabalhador da ferrovia,
Cresce à beira do vento eterno,
Colocando a orelha, como um dente-de-leão.
Ouvindo o uivo e o rangido dos
Sons que se aproximam.
Coloca o ponteiro em um estado errado,
Muda para um beco sem saída,
E murmura: "Nem sorte..."

Refrão:
Eh! Pra que vocês vão pra lá?
Fiquem aqui, permaneçam aqui.
Que se dane a estrada, sob a encosta do trem,
Voe aqui, multipliquem-se aqui.

O som, rugindo, se afasta.
Nas janelas, manchas de batom piscam,
Gritos de popstars, e sussurros sem falsidade,
Algo sobre a vida e como ela é boa.
Em cada compartimento, pedaços de pantomima,
Em cada cabine - almôndegas com olhos.
Nas mesas, demônios e querubins
Olham para a floresta com traseiros azuis.

Refrão:

O trem partiu, e de novo nenhum som.
Só eu e o trabalhador da ferrovia.
Entramos em sua casa. Uma chuva fina caía,
E na janela molhada, uma mosca respirava.
"Pessoas estranhas," - disse, servindo,
O velho cobrador de uma bebida de veneno.
"Vivi um século, mas feliz não sei,
Como eles conseguem viver por aqui ao lado."

Refrão:

Refrão 2:
Eh! Pra que vocês vão pra lá?
Desabrochem aqui, nasçam aqui.
Pra que vocês querem a estrada, pra que essa pressa?
Aprofundem-se aqui, desfrutem aqui.

Composição: