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A Canção da Sibila

Dead Can Dance

The Song of the Sibyl

Al jorn del judici
Parrá qui haurá fet servici

Un rei vendrá perpetual
Vestit de nostra carn mortal
Del cel vindrá tot certament
Per fer del segle jutjament

Ans que el judici no será
Un gran senyal se mostrará
Lo sol perdrá lo resplendor
La terra tremirá de por

Aprés se badará molt fort
Amostrant-se de greu conhort
Mostrar-se han ab crits i trons
Les infernals confusions

Del cel gran foc davallará
Com a sofre molt pudirá
La terra cremará ab furor
La gent haurá molt gran terror

Aprés será un fort senyal
D'un terratrémol general
Les pedres per mig se rompran
I les muntanyes se fondran

Llavors ningù tindrá talent
D'or, riqueses ni argent
Esperant tots quina será
La senténcia que es dará

De morir seran tots sos talents
Esclafir-los han totes les dents
No hi haurá home que no plor
Tot lo mo'n será en tristor

Los puigs i plans seran iguals
Alli seran los bons i mals
Reis, ducs, comtes i barons
Que de llurs fets retran raons

Aprés vindrá terriblement
Lo fill de de'u omnipotent
De morts i vius judicará
Qui be' haurá fet alli es parrá

Los infants qui nats no seran
Dintre ses mares cridaran
I diran tots plorosament
"Ajuda'ns, de'u omnipotent"

Mare de de'u, pregau per no's.
Puix so'u mare de pecadors
Que bona senténcia hajam
I paradis possejam

Vosaltres tots qui escoltau
Devotament a de'u pregau
De cor ab gran devocio'
Que us porte a salvacio

A Canção da Sibila

No dia do julgamento
Vai parecer quem fez o serviço

Um rei virá eternamente
Vestido de nossa carne mortal
Do céu virá com certeza
Para fazer o julgamento do mundo

Antes que o julgamento aconteça
Um grande sinal se mostrará
O sol perderá seu brilho
A terra tremerá de medo

Depois vai abrir-se com força
Mostrando um grande consolo
Aparecerão com gritos e trovões
As confusões infernais

Do céu descerá um grande fogo
Como enxofre, muito podre
A terra queimará com fúria
O povo terá muito grande terror

Depois será um forte sinal
De um terremoto geral
As pedras se romperão no meio
E as montanhas se derreterão

Então ninguém terá valor
De ouro, riquezas ou prata
Esperando todos qual será
A sentença que será dada

De morrer serão todos os seus talentos
Explodindo, todas as suas esperanças
Não haverá homem que não chore
Todo mundo estará em tristeza

Os montes e planícies serão iguais
Ali estarão os bons e os maus
Reis, duques, condes e barões
Que de seus atos prestarão contas

Depois virá terrivelmente
O filho de Deus onipotente
De mortos e vivos julgará
Quem bem tiver feito ali se apresentará

As crianças que não nascerem
Dentro de suas mães clamarão
E dirão todos chorosamente
"Ajuda-nos, ó Deus onipotente"

Mãe de Deus, rogai por nós.
Pois sois a mãe dos pecadores
Que boa sentença tenhamos
E possamos ter o paraíso

Vocês todos que escutam
Devotadamente a Deus, orem
De coração com grande devoção
Que vos leve à salvação.

Composição: Jörgen Elofsson