96 Ao Infinito

Dealema

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
O que será, será
E o que virá, virá

Era uma vez um grupo de amigos
Que no caminho cruzaram destinos
No submundo alinhou-se um pentágono
Sentimento em bruto no núcleo do átomo
Tantas aventuras, travessias obscuras
As agruras sulcaram rugas profundas
Na corda bamba como funâmbulos
A missão sempre foi acordar sonâmbulos
A vida passa num ápice, voa veloz
O tempo corre, à velocidade da luz
Noites frias, chuvas torrenciais
Ganham-se filhos, perdem-se pais
Obras primas, são intemporais
Não somos só 5, agora somos muitos mais
Estava escrito, faltava ser vivido
Rumo ao infinito, eternos no teu ouvido

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
O que será, será
E o que virá, virá

96 ao infinito, celebração de vida
Do vandalismo lírico à mestria, Dealema
O disco ainda roda, a agulha risca
A calma depois do caos que a alma precisa
A barra pesa mas a vida mais pesou
Com ringue, sem júri, com público, sem show
Levamos sinergia como uma revolução
Criamos sintonia com o vosso coração
Arrisca, descobre o teu potencial
Já visitei galáxias no meu código postal
Já sonhaste com um herói que não existe?
Um dia vais ser pai, herói que não desiste

Anfiteatro cheio com pouca gente
O passado é o fantasma sentado à tua frente
De luz maior e universo na mão
Semeamos tempestades para colher esta canção
Expeão
Dealema para sempre
No meu corpo, na alma, na minha mente
Aconteça o que acontecer
Nascemos pra isto, morremos por isto
Obrigado, Guze, Fuse, Maze e Mundo
Se não fossem vocês, eu batia no fundo
Sou milionário, melhor banda do mundo
Visionário, sem o décimo segundo
Troquei a faculdade pela vida na estrada
Mas esta liberdade não trocava por nada
Só tu sentes o peso que carregas nas costas
Encostadas à parede pelas regras impostas
A noite caiu, na cidade ecoou
Voltamos de expresso, pouco ou nada mudou
Copos vazios, olhos de vidro
De 96 até ao infinito

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
O que será, será
E o que virá, virá

Maior lição que a vida me deu?
Nada é impossível enquanto sonho não morreu
E os que partem nunca partem sós
Deixam pedaços de si levam um pedaço de nós
Uma relação que finda cria espaço a um novo laço
A brisa da mudança vem com o primeiro passo
A primavera da vida é difícil de viver
Foi a frase que eu guardei enquanto estava a crescer
Falava pouco e sempre fui bom aluno
Mas a mente ficou entorpecida com o fumo
Às vezes vamos sozinhos por maus caminhos
Mas os erros não te definem como vizinhos
Cada um com a sua coroa de espinhos
Mentes sem asas jamais largam ninhos
Meu pai meu rei, vê o homem que me tornei
O pão que eu comi fui eu próprio que amassei

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
O que será, será
E o que virá, virá


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