exibições de letras 6.268

O Olho Que Vê Tudo

Dealema

Letra

    Um novo sistema econômico monetário
    É baseado num computador e num numero
    Desde cedo fomos programados, lobotomizados
    Todos os teus movimentos serão vigiados
    Fiquem em vossas casas, permaneçam calmos

    O olho que vê tudo, tem-me sempre na mira
    Apago a luz fecho a cortina, mas ele ainda respira
    Na minha nuca, o que suscita a minha ira
    Destruí a televisão, estava farto de mentira
    Comunicação social é a arma estatal
    Que controla o mental, lança o pânico geral
    Na área, cancelei a conta bancária
    A reforma está guardada debaixo do colchão
    Para sobreviver à bancarrota planetária
    Cuidado, eles andam a cruzar informação
    Vigiar e punir, promover a ignorância
    Para manter o poder, dominar desde a infância
    Iludir e mascarar a infinita abundância
    Querem perpetuar o fermento da ganância
    Propagandear a crise com voto unânime
    Impedir-me totalmente de ascender na pirâmide

    A partir de agora será iniciado
    O policiamento do pensamento
    Serão obliterados todos os indivíduos
    Que questionem o poder instituído
    Coloquem os óculos 3D, liguem os televisores
    Não saiam de vossas casas, permaneçam em silencio

    Nascemos formatados por valores e dados
    Manipulados mentalmente no vale dos condenados
    Mal informados pela ignorância castrados
    Sem meios de reprodução como escravos condicionados
    Levados à dependência de uma econômica recompensa
    Onde não singra quem perde só prevalece quem vença
    No concurso global do homem bem sucedido
    O mais bem adaptado ao sistema que lhe é oferecido
    Manipulação corrupção e vigilância
    Constantemente desde os tempos de infância
    Com precisão satélites de fluxo informativo
    Sabem o teu próximo passo e de cada individuo
    Cadastrado no registo com número de série
    Fornecemos ferramentas para apoteótica intempérie
    Não mais marcados como gado, fim de comunicado
    As paredes têm ouvidos, ficheiro eliminado

    Desde os tempos de criança nós perdemos a lembrança
    O ecrã suga a inocência - vigilância
    E só fica o vazio, preenchido com propaganda
    Mas eu vejo mais, vejo mais para alem do que a vista alcança

    Tu nem imagina o último dia
    A ultima vida até me arrepia
    A galáxia respira, o homem conspira
    Fuga espiritual a tua liberdade é politica
    Cuidado com a net, quem te lê, quem te viu
    Cuidado com a civilização que te pariu e traiu
    Religiões e ciências, partidos e seitas
    O bem e o mal, o julgamento final
    Na caneta ou na arma, na alma ou na lâmina
    O sangue é o combustível que alimenta a grande máquina
    Eu tive um sonho… uma criança que chora
    O mundo em chamas, o relógio que pára
    Cuidado com a televisão, corta-lhe o som
    Cuidado com o fato a quem apertas a mão
    Cuidado com o tempo, a fé e o destino
    Cheguei a tempo? Ou tenho que ter cuidado contigo?

    A partir deste momento, todos os recém nascidos
    Deverão ser injetados com o chip BT-952000
    Todos os cidadãos serão monotorização por satélite
    Não saiam de casa, qualquer tipo de resistência
    Será severamente punida

    Desde os tempos de criança nós perdemos a lembrança
    O ecrã suga a inocência - vigilância
    E só fica o vazio, preenchido com propaganda
    Mas eu vejo mais, vejo mais para alem do que a vista alcança


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Dealema e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção