La lettre perdue
Emmène-moi où tu voudras
Mais plus dans mes songes s'il te plait laisse-les moi, laisse-les moi
L'aurore se fait sombre
À mes réveils j'ai la gorge qui se serre et pourtant
J'ai passé le temps du deuil
Les bras ouvert à la félicité
Le coeur prêt à effeuiller les pétales
Mais nulle part, non nulle part où aller, où me poser
Quel siècle est-il à ta montre
As-tu seulement vu passer mon absence et mes monstres
Saigne-tu encore
Tu parles si peu ici fais-moi signe au réel
J'ai des rêves au bout des doigts
Des clefs pour libérer nos voeux secrets
Des odes et des symphonies mais pas l'envie
De claquer des doigts pour une autre que toi
Laisse-moi mes rêves, laisse-les moi
Retire tes fantômes de mes draps
Et disparaît à jamais, à jamais
Évidemment je me perds
À la frontière entre terre et paradis, tu es
La lettre perdue
De celle qui termine les guerres, perdue au grès du vent, pourtant
On peut lire la bonne adresse
Tu parles d'ultimatum et de détresses
De clef sans serrure, de coeur qui cogne
Mais tout ça dans les mains de quelqu'un qui ne comprend pas
Laisse-moi mes rêves, laisse-les moi
Retire tes fantômes de mes draps
Et disparaît à jamais, à jamais
A carta perdida
Me leva pra onde você quiser
Mas não nos meus sonhos, por favor, deixa eles pra mim, deixa eles pra mim
A aurora se torna sombria
Ao acordar, sinto a garganta apertar e mesmo assim
Já passei da fase do luto
De braços abertos pra felicidade
O coração pronto pra despetalar as flores
Mas não há lugar, não há lugar pra ir, pra me acomodar
Que século é esse no seu relógio?
Você sequer notou minha ausência e meus monstros?
Você ainda sangra?
Fala tão pouco aqui, me dá um sinal na real
Tenho sonhos na ponta dos dedos
Chaves pra libertar nossos desejos secretos
Odes e sinfonias, mas sem vontade
De estalar os dedos por outra que não seja você
Deixa meus sonhos, deixa eles pra mim
Tira seus fantasmas dos meus lençóis
E desaparece pra sempre, pra sempre
Claro que eu me perco
Na fronteira entre a terra e o paraíso, você é
A carta perdida
De quem acaba com as guerras, perdida ao sabor do vento, ainda assim
Dá pra ler o endereço certo
Você fala de ultimato e de angústias
De chave sem fechadura, de coração que bate
Mas tudo isso nas mãos de alguém que não entende
Deixa meus sonhos, deixa eles pra mim
Tira seus fantasmas dos meus lençóis
E desaparece pra sempre, pra sempre