395px

Trabalhando para Deus

Def con Dos

Trabajando para Dios

Buscando curro debajo de las piedras,
cansado de llamar a todas las puertas,
harto de citas con tipos casposos
que pasan de ti como de un leproso.
Y acudes a todos los anuncios,
rellenas formularios absurdos,
dejas tus datos, nadie te llama
y acumulas palmadas en la espalda.
Y en casa la misma charla:
"Vago, haragán", grita la vieja,
"Ésto no es ningún balneario.
A ver si te ganas ya los garbanzos".
Hasta que un día que estás en casa
mirando en la ventana a la gente que pasa,
te fijas, atentamente,
en las monjas guarras del convento de enfrente,
lo bien que viven, lo bien que se lo pasan
haciendo que hacen sin dar un palo al agua.
Y, ¡albricias!, se enciende la bombilla:
esta empresa no estaba en mi lista.
Qué torpe he sido, ahora caigo,
en la Iglesia nunca hay paro.
He visto la luz, ¡hip, hip, hurra!
Mi futuro está en ser un cura.
Ora pro nobis, ¡yeah!
Ora pro nobis, ¡yeah, yeah!
Y me chupo muchos años de seminario,
comiendo, durmiendo y rezando.
Me aprendo al dedillo los Santos Evangelios,
canto, medito y a veces me la pelo.
Hasta que me examinan y apruebo sacerdote,
me dan un alzacuello, un uniforme,
paga extra, un mes de vacaciones,
mi parroquia, mi cáliz y mis cuatro pobres.
Trabajando, trabajando para Dios.
Ahora las hostias las doy yo.
Y a currar como un loco para una gran empresa
multinacional que nunca quiebra.
Reparto bendiciones, desvirgo monaguillos,
sobo ancianas y me guardo los cepillos.
Un solo patrón, un solo sindicato,
director general: el Espíritu Santo.
Así que si no quieres seguir parado
aprende a ganarte la vida rezando.
Ora pro nobis, ¡yeah!
Ora pro nobis, ¡yeah, yeah!
Trabajando, trabajando para Dios.
Ahora las hostias las doy yo.

Trabalhando para Deus

Procurando emprego debaixo das pedras,
cansado de bater em todas as portas,
harto de encontros com caras sem graça
que te ignoram como se fosses um leproso.
E você responde a todos os anúncios,
preenche formulários absurdos,
deixa seus dados, ninguém te liga
e acumula tapinhas nas costas.
E em casa a mesma conversa:
"Vagabundo, preguiçoso", grita a velha,
"Isso aqui não é um spa.
Vamos ver se você já ganha seu pão".
Até que um dia, em casa,
olhando pela janela a galera que passa,
você repara, atentamente,
nas freiras safadas do convento em frente,
como elas vivem bem, como se divertem
fazendo de conta que trabalham sem levantar um dedo.
E, aleluia!, a luz se acende:
essa empresa eu não tinha pensado.
Que burro eu fui, agora percebo,
na Igreja nunca tem desemprego.
Vi a luz, hip, hip, hurra!
Meu futuro é ser padre.
Ora pro nobis, é!
Ora pro nobis, é, é!
E eu me enfio muitos anos no seminário,
comendo, dormindo e rezando.
Decoro os Santos Evangelhos de cor,
canto, medito e às vezes me masturbo.
Até que me examinam e me aprovam como padre,
me dão uma batina, um uniforme,
salário extra, um mês de férias,
minha paróquia, meu cálice e meus quatro pobres.
Trabalhando, trabalhando para Deus.
Agora sou eu quem distribui a comunhão.
E a ralar como um louco para uma grande empresa
multinacional que nunca quebra.
Reparto bênçãos, desvirgo coroinhas,
pego as velhinhas e guardo as ofertas.
Um só patrão, um só sindicato,
diretor geral: o Espírito Santo.
Então, se você não quer continuar parado,
aprenda a ganhar a vida rezando.
Ora pro nobis, é!
Ora pro nobis, é, é!
Trabalhando, trabalhando para Deus.
Agora sou eu quem distribui a comunhão.