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Além das Fronteiras, Ainda Sozinho

Def Ferrer

Across Borders, Still Alone

Signs shift fast in fleeting streams
Flags dissolve in stranger dreams
But the void tags every mile
Across borders, still alone
Lines we cross, echo loss
Paths diverge, heart's submerged

Customs waves goodbye to home
Tongues I meet stay chromosome
Yet the gap inside persists
On the list
They greet with smiles passport stamped
Local life where I decamped
While my solitude endures
Through the tours

In the change I chase escape
Every stamp a hollow shape
Not the thrill of new domain
But the pain

Across borders, still alone
Roaming flesh and blood and bone
Every checkpoint clears the way
For the gray
Across borders, still alone
No new ground has grown
Every skyline left behind
Marks the bind

Borders fade, voids invade
Maps deceive, truths bereave
Routes extend, hearts don't mend
Lands rotate, lone my fate

I trade one skyline for the next
Hoping roots where none connect
But the silence tags my stride
Deep inside
The further that the frontiers fall
The clearer rings my inner call
And in transit I embrace
Empty space

Every visa fails to fill
Through the roam the void is real
Not the freedom borders grant
But the slant

Across borders, still alone
Roaming flesh and blood and bone
Every train that carries far
Leaves the scar
Across borders, still alone
No new ground has grown
Every port that welcomes brief
Steals relief

Maybe drift was meant to teach
Solitude beyond our reach
Every line that we transcend
Helps amend
Now I carry empty grace
In each strange and saving place
The companion none can flee
Sets me free

Across borders, still alone
Now it's strength I've grown
I was never far from me
Finally
Across borders, still alone
Truth in every zone
Every step through foreign dust
Earns my trust

Across borders, still alone
Soft and low
I'm just a wanderer with throne
On my own

Across borders, still alone

Além das Fronteiras, Ainda Sozinho

Sinais mudam rápido em correntes passageiras
Bandeiras se dissolvem em sonhos estranhos
Mas o vazio marca cada milha
Além das fronteiras, ainda sozinho
Linhas que cruzamos, ecoam a perda
Caminhos se separam, coração submerso

A alfândega acena adeus para casa
Línguas que encontro ficam no DNA
Ainda assim, o vazio persiste
Na lista
Eles cumprimentam com sorrisos, passaporte carimbado
Vida local onde eu me instalei
Enquanto minha solidão persiste
Através das turnês

Na mudança, eu busco escapar
Cada carimbo é uma forma vazia
Não é a emoção de um novo domínio
Mas a dor

Além das fronteiras, ainda sozinho
Vagando carne, sangue e osso
Cada ponto de controle libera o caminho
Para o cinza
Além das fronteiras, ainda sozinho
Nenhum novo chão foi conquistado
Cada horizonte deixado para trás
Marca a ligação

Fronteiras desaparecem, vazios invadem
Mapas enganam, verdades despojam
Rotas se estendem, corações não se curam
Terras giram, meu destino solitário

Troco um horizonte pelo próximo
Esperando raízes onde nenhuma se conecta
Mas o silêncio marca meu passo
Lá no fundo
Quanto mais as fronteiras caem
Mais claro soa meu chamado interior
E em trânsito eu abraço
O espaço vazio

Cada visto falha em preencher
Através da jornada, o vazio é real
Não é a liberdade que as fronteiras concedem
Mas a inclinação

Além das fronteiras, ainda sozinho
Vagando carne, sangue e osso
Cada trem que leva longe
Deixa a cicatriz
Além das fronteiras, ainda sozinho
Nenhum novo chão foi conquistado
Cada porto que acolhe brevemente
Rouba o alívio

Talvez a deriva tenha sido feita para ensinar
Solidão além do nosso alcance
Cada linha que transcendemos
Ajuda a consertar
Agora carrego uma graça vazia
Em cada lugar estranho e salvador
O companheiro do qual ninguém pode fugir
Me liberta

Além das fronteiras, ainda sozinho
Agora é força que eu cresci
Nunca estive longe de mim
Finalmente
Além das fronteiras, ainda sozinho
Verdade em cada zona
Cada passo através da poeira estrangeira
Ganha minha confiança

Além das fronteiras, ainda sozinho
Suave e baixo
Sou apenas um andarilho com um trono
Por conta própria

Além das fronteiras, ainda sozinho

Composição: Def Ferrer