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Tempo

Defcom

Tiempo

Estoy al borde del colapso
Veo de frente mi fracaso
Mi vida se esfuma dentro de este frasco
O tan poderosos fármacos
Ustedes entienden de que hablo

El tiempo se me está agotando
Me sigo preguntando
Que me depara el destino
Será acaso este mi camino
No lo sé pero sigo vivo

Es lo que importa o eso dicen todos
Yo solo veo mi vida partida en trozos
El corazón escondido en calabozos
Muy profundo en lo escabroso
Dolor eterno gozo

Sigo de pie resistiendo el golpe
Con un cuerpo demasiado torpe
Mi alma se corrompe
Pensado en el vacío del mundo
Quiero descansar por un segundo

La gente me observa y piensa
Que todo es felicidad en mi cabeza
Creen que vivo como rey
Por mi puta forma de ser
Mi mierda! Nada que ver

Me desahogo entre líneas de papel
Observando fijamente el ayer
Hoy veo todo lo que no pudo ser
En mi futuro nada va a volver
Eso ya lo sé

No pretendo ser la víctima del cuento
Pero observa las heridas, es cierto
Aquí dentro ya no existe amor ni paz
Cuántos se fueron sin decir na

Camino solo siempre lo fue así
A cuántos he visto partir de aquí?
Muchos juraban ser amigos
Otras decían ser mi amor incomprendido

Solo me quedé con la mierda en mi cabeza
La música mi destreza
Escribir es mi único lenguaje
Detrás de un micro se vuelve realidad el personaje

Que me da gracias por qué hasta aquí lo traje
Yo no sé de tus chantajes
Yo vivo al día a veces sin comida
Otros simplemente mi mente se vacía

Y dejo correr el tiempo a mi alrededor
Usando de bombo el corazón
Desgarro la piel y mi pasión
De nuevo se derrama sobre la canción

Tempo

Estou à beira do colapso
Vejo de frente meu fracasso
Minha vida se esvai dentro desse frasco
Ou tão poderosos fármacos
Vocês entendem do que falo

O tempo está se esgotando
Continuo me perguntando
O que me reserva o destino
Será que este é meu caminho?
Não sei, mas sigo vivo

É o que importa, ou isso dizem todos
Eu só vejo minha vida partida em pedaços
O coração escondido em calabouços
Muito profundo no escabroso
Dor eterna, gozo

Sigo de pé, resistindo ao golpe
Com um corpo muito desajeitado
Minha alma se corrompe
Pensando no vazio do mundo
Quero descansar por um segundo

As pessoas me observam e pensam
Que tudo é felicidade na minha cabeça
Acreditam que vivo como um rei
Por minha puta forma de ser
Minha merda! Nada a ver

Me desahogo entre linhas de papel
Observando fixamente o ontem
Hoje vejo tudo o que não pôde ser
No meu futuro nada vai voltar
Isso eu já sei

Não pretendo ser a vítima da história
Mas veja as feridas, é verdade
Aqui dentro já não existe amor nem paz
Quantos se foram sem dizer nada

Caminho sozinho, sempre foi assim
A quantos eu vi partir daqui?
Muitos juravam ser amigos
Outros diziam ser meu amor incompreendido

Só fiquei com a merda na cabeça
A música, minha destreza
Escrever é minha única linguagem
Atrás de um microfone, o personagem se torna realidade

Que me agradece por eu ter chegado até aqui
Eu não sei dos seus chantagens
Eu vivo o dia a dia, às vezes sem comida
Outras vezes, simplesmente minha mente se esvazia

E deixo o tempo correr ao meu redor
Usando o coração como bumbo
Desgarro a pele e minha paixão
De novo se derrama sobre a canção

Composição: Defcom martinez