395px

Ruas Sem Nome

Defeate

Nameless Streets

as a kid the summers seemed so long.
the dusk a never ending song. too much, too young.
he'd never hear it again. a walk through the dismal streets, the alleys where the junkies sleep.
too much, too young.
"that will never be me."
slow, hand in hand to the boardwalk's end. his mother's words like the biting wind.

"please don't leave me."
he'll never hear them again.
"keep quiet, stay out of sight."
her sunken eyes that used to burn so bright.
"please don't leave me."
so he hid pressed against the wall, under stairs in the darkened hall.
the sound of heartbreak reminded him of home. shadows move slow across the floor, a minute seemed like a day or more. the end of heartache when she opened the door.
the sights, sounds, smell of burnt out shame, pride, spite and love.

they all come here to die.
he sobs, "please take me a away. please mother bring us home safe on nameless streets the way we came."
suddenly she prayed for better days and for redemption. sullenly she prayed to keep from harm's way and for conviction. but there's no forgiveness here.
no hope beyond that pier.
no way to get out now, not for her in this dead end town. and that drunk is waiting up, him and jack and the empty cup. "where you been? what you on? who'd you fuck?" one more drink to toast "good luck". she gets a stiff hand from the old like the bourbon he's been drinking. black out.

Ruas Sem Nome

quando criança, os verões pareciam tão longos.
o crepúsculo, uma canção sem fim. muito, muito jovem.
ele nunca ouvirá isso de novo. uma caminhada pelas ruas sombrias, os becos onde os viciados dormem.
muito, muito jovem.
"isso nunca será eu."
depressa, de mãos dadas até o fim do calçadão. as palavras da mãe como o vento cortante.

"por favor, não me deixe."
ele nunca as ouvirá de novo.
"fique quieto, fique fora de vista."
os olhos fundos dela que costumavam brilhar tanto.
"por favor, não me deixe."
escondido, pressionado contra a parede, debaixo das escadas no corredor escuro.
o som do coração partido o lembrava de casa. sombras se movem devagar pelo chão, um minuto parecia um dia ou mais. o fim da dor quando ela abriu a porta.
os sons, cheiros, a sensação de vergonha queimada, orgulho, desprezo e amor.

todos vêm aqui para morrer.
ele chora, "por favor, me leve embora. por favor, mãe, nos traga de volta em segurança pelas ruas sem nome, do jeito que viemos."
de repente, ela orou por dias melhores e por redenção. tristemente, ela orou para se manter longe do perigo e por convicção. mas não há perdão aqui.
não há esperança além daquele píer.
não há como sair agora, não para ela nesta cidade sem saída. e aquele bêbado está esperando, ele e Jack e o copo vazio. "onde você esteve? o que você tá usando? com quem você transou?" mais um drink para brindar "boa sorte". ela recebe uma mão dura do velho como o bourbon que ele tem bebido. apagão.

Composição: