
TEMPOS DE CRISE
DEFEITO DE FABRICAÇÃO
O descompasso fez virar o último gole que me assola
Dizem que tudo passa e passar o rodo e a lei que vigora
Eu não falo o que não vejo
Aperte os cintos
Foi mais um
A alma inflama e guia o dedo
Bomba que não da xabú
Os velhos tempo ainda vejo-os como algo a se vencer
As marcas roxas, os desejos e as consequências do devir
(As marcas, as mortes, os destinos e as consequências do poder)
E enquanto mais entorpecemos mais querem nos entorpecer
Enquanto em sonhos nos perdemos mandam e desmandam em você
Nem tudo assim parece ser um só
Parte do que falo são vocês
Pátria que me pariu e me mandou a sorte
Talvez nem me considere um de vocês
Nem tudo se resume a um tempo só
E as leviandades fazem rei
E a vida passa como um flash



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