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Letra

    Eu vejo as ruas desertas, e a pressa
    Eu vejo rostos de um mal que não se cessa
    Vejo a fumaça que sobe a avenida
    E o veneno que um dia foi vida

    Eu vejo os restos do amor que ainda resta
    E a esperança na voz de quem não presta
    Eu vejo o último olhar e o silêncio... do medo

    E a agonia que cai com a chuva
    A insegurança se espalha nas ruas
    São tantas grades cercando a vida
    E estar preso é a melhor saída

    Eu vejo poucos roubando de muitos
    E a maior voz num silêncio profundo
    E se eu cochilo eu já sei o sentimento...é medo

    Eu vejo as ruas desertas, e a pressa
    Eu vejo rostos de um mal que não se cessa
    Vejo a fumaça que sobe a avenida
    E o veneno que um dia foi vida

    Eu vejo os restos do amor que ainda resta
    E a esperança na voz de quem não presta
    Eu vejo o último olhar e o silêncio... do medo


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