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Luz Sem Tempo

Delalma

Luz Ni Tiempo

Desde la luz de un bosque
Emergió de la nada un tremendo ser
Corre entre la maleza
Huye a tientas de su otro ser

Alcanza la locura
Arribando a un lugar donde perecer
Piedra de hiedra y musgo
Antesala de enloquecer

Duerme el viento
Ya no siento y sé
Que no hay luz ni tiempo
Y es que ausento
De mi anhelo al ser
Que sin ser no deja ver

Ven hacia mí, deja tu fiel pecar
Ven hacia mí, tengo mucho por dar
En tu interior nada parecer ser
Ven hacia mí, tengo mucho por dar

Desde la luz del agua
De la niebla que torna a una lluvia gris
Tiembla la fe de un hombre
Que se sienta a desvanecer

Arrastra una mentira
Como un cuervo alimenta a su ser más cruel
Viste de invierno al miedo
Al invierno que vive en él

Duerme el viento
Ya no siento y sé
Que no hay luz ni tiempo
Y es que ausento
De mi anhelo al ser
Que sin ser no deja ver

Temo que al fin niegues mi predicar
No es mi intención verte sufrir sin más
Rumbo hacia el mal, hacia un triste final
No es mi intención verte sufrir sin más

En el lamento de vivir
No vi venir la herida
Que la brisa otorga en mi verdad
Suelo pensar que sigo aquí
Y la tormenta sigue
Hasta siempre viviré con élen él

Creo que debajo de esta armadura
La que visto cada día y cada noche
Vive alguien que desconozco
Que se asoma a la ventana
Para añorar cielos que no conoce
Para extrañar a ese amor lejano
Que nunca estuvo más presente

Ese otro yo revestido de candidez
Aún se atreve a amar
A pesar del miedo
A pesar de la incertidumbre

Duerme el viento
Ya no siento y sé
Que no hay luz ni tiempo
Y es que ausento
De mi anhelo al ser
Que sin ser no deja ver

Solo tu Dios marcha contra los dos
Puede un adiós ser hoy tu solución
Mira tu luz, plena de oscuridad
Solo tu fe puede morir en paz

Luz Sem Tempo

Desde a luz de uma floresta
Emergiu do nada um ser tremendo
Corre entre a vegetação
Foge às cegas de seu outro ser

Alcança a loucura
Chegando a um lugar onde perecer
Pedra de hera e musgo
Antessala de enlouquecer

O vento dorme
Já não sinto e sei
Que não há luz nem tempo
E é que me ausento
Do meu anseio ao ser
Que sem ser não deixa ver

Venha até mim, deixe seu fiel pecar
Venha até mim, tenho muito a oferecer
Em seu interior nada parece ser
Venha até mim, tenho muito a oferecer

Desde a luz da água
Da névoa que se transforma em uma chuva cinzenta
Treme a fé de um homem
Que se senta a desvanecer

Arrasta uma mentira
Como um corvo alimenta seu ser mais cruel
Veste de inverno o medo
O inverno que vive nele

O vento dorme
Já não sinto e sei
Que não há luz nem tempo
E é que me ausento
Do meu anseio ao ser
Que sem ser não deixa ver

Temo que no fim negues meu pregar
Não é minha intenção te ver sofrer sem mais
Rumo ao mal, a um triste final
Não é minha intenção te ver sofrer sem mais

No lamento de viver
Não vi chegar a ferida
Que a brisa concede em minha verdade
Costumo pensar que continuo aqui
E a tempestade continua
Até sempre viverei com ele

Acredito que sob esta armadura
A que visto a cada dia e cada noite
Vive alguém que desconheço
Que se assoma à janela
Para ansiar céus que não conhece
Para sentir falta daquele amor distante
Que nunca esteve mais presente

Esse outro eu revestido de candura
Ainda se atreve a amar
Apesar do medo
Apesar da incerteza

O vento dorme
Já não sinto e sei
Que não há luz nem tempo
E é que me ausento
Do meu anseio ao ser
Que sem ser não deixa ver

Apenas seu Deus marcha contra os dois
Pode um adeus ser hoje sua solução
Olhe sua luz, cheia de escuridão
Apenas sua fé pode morrer em paz