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Névoa

Delalma

Néboa

Hoy desperté con tormenta
Un desconcierto que atormenta
Y no sé si vengo o voy

En mi mirada hay dos luceros
Que aunque alumbran en la néboa
No me dejan ver quién soy

Como un niño al que amarrar
Esquivando a la verdad
Lamiendo las heridas de otra realidad

Es en mi piel que se cuenta una verdad
No descubro nada nuevo si te vas
Alzo un vuelo difícil de llevar
Me agarro al viento que levantas al pasar

Soy el renglón más torcido
El dolor más dolorido
Del lamento que yo soy

Con mi cabeza alborotada
Respiración acelerada
No hay camino a dónde voy

Se hace tarde una vez más
Veo el tren que se me va
Su ruido ruge dentro de mi soledad

Es en mi piel que se cuenta una verdad
No descubro nada nuevo si te vas
Alzo un vuelo difícil de llevar
Me agarro al viento que levantas al pasar

Cuando el niño es de verdad
Y marcha solo en alta mar
Se orillan los intentos fallidos de nadar

Siento el frío de su piel
Filo del anochecer
Y el rojo inunda cada poro de mi ser

Es en mi piel que se cuenta una verdad
No descubro nada nuevo si te vas
Alzo un vuelo difícil de llevar
Me agarro al viento que levantas al pasar

Escrito esta en mi piel
En el viento que me dejas al pasar
Es en mi piel
Es cada intento fallido por volar

Névoa

Hoje acordei com tempestade
Um desconforto que atormenta
E não sei se vou ou venho

No meu olhar há duas estrelas
Que mesmo brilhando na névoa
Não me deixam ver quem sou

Como uma criança a ser amarrada
Desviando da verdade
Lambendo as feridas de outra realidade

É na minha pele que se conta uma verdade
Não descubro nada novo se você vai
Levanto um voo difícil de suportar
Me agarro ao vento que você levanta ao passar

Sou a linha mais torta
A dor mais sentida
Do lamento que eu sou

Com a cabeça bagunçada
Respiração acelerada
Não há caminho para onde vou

Está ficando tarde mais uma vez
Vejo o trem que está indo embora
Seu barulho ecoa dentro da minha solidão

É na minha pele que se conta uma verdade
Não descubro nada novo se você vai
Levanto um voo difícil de suportar
Me agarro ao vento que você levanta ao passar

Quando a criança é de verdade
E parte sozinha em alto-mar
Se acumulam as tentativas falhas de nadar

Sinto o frio da sua pele
A lâmina do anoitecer
E o vermelho inunda cada poro do meu ser

É na minha pele que se conta uma verdade
Não descubro nada novo se você vai
Levanto um voo difícil de suportar
Me agarro ao vento que você levanta ao passar

Está escrito na minha pele
No vento que você me deixa ao passar
É na minha pele
É cada tentativa falha de voar