Odin na Odin
Stanovitsia strashno, god ot goda sil'nej,
Esli vkhodit v privychku smert' starykh druzej,
I khochetsia plakat', dazhe ne plakat', a vyt',
Ty ponimaesh', chto ne v silakh nichego izmenit',
Tebia ne trogaiut uzhe chuzhie slezy i bol',
Tebe ne nado nichego, ty zaniat tol'ko soboj,
Tvoia zadacha neobychna, no do boli prosta,
V maksimal'no szhatyj srok unichtozhit' sebia.
Ne ostaetsia liubvi, prokhodiat strakhi i bol',
Kogda poverzhennyj igloj ty vybiraesh' kontrol',
Ty zabyvaesh' kem ty byl vsego lish' 5 minut nazad,
Tvoiu pamiat' razlagaet toboj liubimyj iad,
Neuzheli ty dejstvitel'no dovolen soboj,
Kogda rvotnaia massa iz gorla khleshchet rekoj,
Kogda na sledushchij den' lomit kazhdyj sustav,
Kogda zhelanie kajfa dushit slovno udav.
Tebe nuzhny tvoi ruki, chtoby tol'ko zvonit',
I golos nuzhen dlia togo, chtoby ob ehtom govorit',
I nogi nuzhny, chtoby za ehtim bezhat',
I den'gi tol'ko dlia togo, chtoby za ehto otdat',
Ty govorish', chto ty svoboden, ty ob ehtom krichish',
No ty zavisesh' ot togo, na chem ty torchish'.
Ne ostalos' nikogo: ni druzej i ni vragov,
Kogda ty smotrish' na mir v ob'eme suzhennykh zrachkov.
Vy vrode by vmeste ili vrode by druz'ia,
I ty delish'sia s nim vsem, tem chto est' u tebia,
Ty sejchas emu otsypish' i on ehto voz'met,
A cherez mesiats ili god tvoj luchshij drug umret,
I ty budesh' ubivat'sia pochemu sluchilos' tak,
Sredi vas dvoikh byl eshche tretij vrag,
Tebe nado reshat', chto ty budesh' delat' s nim,
Ili ty ili on, odin na odin.
Odin na Odin
É assustador, ano após ano mais forte,
Se a morte dos velhos amigos vira rotina,
E dá vontade de chorar, mas não é só chorar, é vomitar,
Você entende que não tem como mudar nada,
As lágrimas e a dor dos outros já não te tocam mais,
Você não precisa de nada, só tá focado em si mesmo,
Sua tarefa é estranha, mas é dolorosamente simples,
Em um prazo máximo, se destruir.
Não sobra amor, passam os medos e a dor,
Quando ferido, você escolhe o controle,
Você esquece quem foi há apenas 5 minutos,
Sua memória se desfaz com o veneno que ama,
Você realmente tá satisfeito consigo mesmo,
Quando a massa do vômito jorra como um rio,
Quando no dia seguinte cada articulação dói,
Quando o desejo de prazer te sufoca como uma cobra.
Você precisa das suas mãos só pra tocar,
E precisa da voz pra falar sobre isso,
E precisa das pernas pra correr atrás,
E precisa de grana só pra poder gastar,
Você diz que é livre, grita sobre isso,
Mas você depende do que você queima.
Não sobrou ninguém: nem amigos, nem inimigos,
Quando você olha pro mundo com a visão embaçada.
Vocês parecem juntos ou parecem amigos,
E você compartilha com ele tudo que tem,
Agora você dá a ele e ele leva isso,
Mas em um mês ou um ano seu melhor amigo vai morrer,
E você vai se matar perguntando por que isso aconteceu,
Entre vocês dois havia um terceiro inimigo,
Você precisa decidir o que vai fazer com ele,
Ou você ou ele, um a um.