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Coloque as Pilhas

Fernando Delgadillo

Ponte Las Pillas

Debe haber sido el embrujo de la guitarra que se acostó a mi lado
Que me desperté alumbrado ya recordarás como es
Cuando todo lo que sientes se convierte en lo que ves
A los trece de Mayo en Guadalajara del año noventa y tres

Mi querida Geraldine, repito en silencio cuando pienso en Francia
A cinco años de tu marcha, a la amiga que un día tuve
Y quien sabe si al amor que nos reunió
Sólo sé que también este regreso encontrando al terco
Y a la fecha sólo es un sobreviviente
Ni soy amo ni sirviente, creo que soy dueño de mí
Vivo más urbanizado cierro con llave al salir
Pero te recuerdo igual que cinco atrás
A diferencia de que río con cinco más
Y un cumpleaños al lado de mi querida Geraldine

Siempre loca tras tus planes
Y poniéndome el ejemplo con tu acción
Cada momento en el tuyo
Y cada mañana ganándosela al sol
Ponte las pilas
Siempre queriendo dar vuelta a mis veintidós
Por ella descubrí la tierra arrasabas tu jardín
Oh mi querida, mi pequeña Geraldine
Un abanico de probabilidades, una vida por delante
Y queríamos ponernos a componer
A escribir en las canciones todo aquello que pensábamos saber
Ponte las pilas
Si éramos centro del mundo
Y los ojos de la gente estaban puestos en lo que íbamos a hacer
Ponte las pilas
Que dices tú, desde la tierra dónde todo puede ser

Cuéntame algo Geraldine
Verdad que la gente busca allá tal como aquí
Los mismos sueños aparecen, nos invitan y se van
Si uno los pierde de vista imaginando que mañana volverán
Y a veces vuelven, y a veces vuelven
Cuando ya nadie es igual
Yo te cuento por mi parte que en algo empezado bien
Grabé un disco por la fecha que alumbró mi mujer
Tengo un hijo y la canción de los que seguimos en pie
Y tu recuerdo, que me anima en el papel
Ojalá y cuando regreses me lo permitas saber
Tengo mil ganas de verte
Y logro cuando se puede terminar canciones con final feliz
Y guardando esta costumbre no me puedo permitir
Dejar que alguien se imagine
Que al menos hace cinco años que no te acuerdas de mí.

Coloque as Pilhas

Deve ter sido o encanto da guitarra que se deitou ao meu lado
Que eu acordei iluminado, você vai lembrar como é
Quando tudo que você sente se transforma no que você vê
No dia treze de maio em Guadalajara, no ano noventa e três

Minha querida Geraldine, repito em silêncio quando penso na França
A cinco anos da sua partida, da amiga que um dia tive
E quem sabe se do amor que nos uniu
Só sei que também esse retorno encontrando o teimoso
E até agora só é um sobrevivente
Nem sou mestre nem servo, acho que sou dono de mim
Vivo mais urbanizado, fecho com chave ao sair
Mas te lembro igual a cinco anos atrás
Diferente de que rio com cinco a mais
E um aniversário ao lado da minha querida Geraldine

Sempre louca atrás dos seus planos
E me dando exemplo com sua ação
Cada momento no seu
E cada manhã ganhando do sol
Coloque as pilhas
Sempre querendo reverter meus vinte e dois
Por ela descobri a terra, arrasavas seu jardim
Oh minha querida, minha pequena Geraldine
Um leque de possibilidades, uma vida pela frente
E queríamos nos pôr a compor
A escrever nas canções tudo aquilo que pensávamos saber
Coloque as pilhas
Se éramos o centro do mundo
E os olhos das pessoas estavam voltados para o que íamos fazer
Coloque as pilhas
O que você diz, da terra onde tudo pode ser

Me conta algo, Geraldine
É verdade que as pessoas buscam lá como aqui
Os mesmos sonhos aparecem, nos convidam e vão embora
Se um os perde de vista imaginando que amanhã voltarão
E às vezes voltam, e às vezes voltam
Quando já ninguém é igual
Eu te conto da minha parte que em algo começado bem
Gravei um disco na data que iluminou minha mulher
Tenho um filho e a canção dos que seguimos de pé
E sua lembrança, que me anima no papel
Tomara que quando você voltar me permita saber
Estou morrendo de vontade de te ver
E consigo quando dá terminar canções com final feliz
E mantendo esse costume não posso permitir
Deixar que alguém imagine
Que pelo menos há cinco anos você não se lembra de mim.

Composição: