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Meu Tempo

Fernando Delgadillo

Mi Tiempo

Este es mi tiempo chavos...

Si antes decía
-Oye todo está bien-
Y con los gringos
Nos hicieron tener
Un pacto de libre comercio
Nunca imaginamos
Pagar tan alto precio
Bush firmó con Salinas
Y ahí empezó el hambre asesina

Ahora te digo
Que todo está igual
El comunismo ya nos supo alcanzar
La era del consumismo
Es la moda más actual
(con su mismo pantalón, con su
misma camisa, con su mismo coche).

Lo mismo gana un taxista
Que un doctor profesionista

Tecnologías de la modernidad
Nuevos conceptos
Realidad virtual
Creímos ser primer mundo
Nos enchufaron
Y aprendimos de un segundo
Que la imagen tercermundista
Es premio Nacional a economistas

Salí a las calles
A ver la sociedad
Y en el "newspaper"
Brilla la suciedad
Buscamos un nuevo empleo
Ambulante o tragafuego
Limpiador de parabrisas o
Cantante en Telerisa

¡Hey men! quisiera
Ahora ser como tú
Irme p'al norte
Y cantar este blues
Pero con la migra racista
No creerían que soy turista
Mejor me inscribo a la Olimpiada
Y compito como espalda mojada
Mi tiempo exige
Un futuro mejor
Pasan los días
Y estamos mucho peor
La crisis nos tiene salida
La muerte nos tiene en la mira

¿"Onde" quedó la comida
Y el bienestar pa' la familia?

Rastros muy claros
De la devaluación
Producto innato de esta corrupción
Políticos que se ofrecen
A cuidar sus intereses
Si el pueblo no dice nada
Nos va ha llevar la...
Miseria.

Meu Tempo

Esse é meu tempo, galera...

Se antes eu dizia
-Oi, tá tudo certo-
E com os gringos
Fomos obrigados a ter
Um pacto de livre comércio
Nunca imaginamos
Pagar um preço tão alto
Bush assinou com Salinas
E aí começou a fome assassina

Agora te digo
Que tudo continua igual
O comunismo já nos alcançou
A era do consumismo
É a moda mais atual
(com a mesma calça, com a
mesma camisa, com o mesmo carro).

Um taxista ganha o mesmo
Que um médico profissional

Tecnologias da modernidade
Novos conceitos
Realidade virtual
Achamos que éramos de primeiro mundo
Fomos enganados
E aprendemos de um segundo
Que a imagem de terceiro mundo
É prêmio Nacional para economistas

Saí pra rua
Pra ver a sociedade
E no jornal
Brilha a sujeira
Procuramos um novo emprego
De ambulante ou malabarista
Limpa-parabrisa ou
Cantor na Telerisa

¡E aí, mano! eu queria
Agora ser como você
Ir pra cima
E cantar esse blues
Mas com a imigração racista
Não acreditariam que sou turista
Melhor me inscrever na Olimpíada
E competir como imigrante
Meu tempo exige
Um futuro melhor
Os dias passam
E estamos muito pior
A crise nos tem encurralados
A morte nos tem na mira

Cadê a comida
E o bem-estar pra família?

Rastros muito claros
Da desvalorização
Produto nato dessa corrupção
Políticos que se oferecem
Pra cuidar de seus interesses
Se o povo não diz nada
A gente vai se ferrar...
Miséria.

Composição: