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Suas Cartas

Fernando Delgadillo

Tus Cartas

Siento de nuevo el vacío
y me colma hasta el delirio...
síntomas que dan al recordar,
la vida pasa tan aprisa,
tan liviana como brisa
que aveces me vuelvo
y ya no estás.

Volver a ver tus cartas
como la ventana
donde te podía mirar,
volver a ver tu cara
en la foto que me diste
con tu firma y la advertencia
'no olvidar'.

El tiempo pasa
y el destino de ver tu nombre
junto al mío sólo escritos en papel
y nada más.

Distancias, tiempos, lejanías,
promesas, letras tuyas, mías
que hoy se abren
y te vuelvo a recordar.

Mirar mi piel con ganas
de tu beso, tu caricia
y tu piel muy encendida
para amar.

Volví a sentir tu espalda en la guitarra
que ya empieza a despertar.

Mis manos llevan el producto
del trabajo por el gusto
de canciones que ya están por madurar,
ahora tu luz la tengo cerca
impresa en cartas con estrellas.

Luz que el tiempo
se ha cuidado de borrar.

Voy respirando olvido
y tus manos buscan nido en otra faz,
en otro cuerpo moribundo,
de tus encantos y a mi mundo
le hace falta la paz de tu mirar.

Ya no son días, si no años
o hace siglos que me engaño,
no sé quien de los dos
quedó detrás.

Solo se que habla de ti
lo que esta noche escribí.

Mirando tus cartas reviví
que tomado de tu mano,
bajo la lluvia y llorando
abrazando un día de Julio... fui feliz.

Suas Cartas

Sinto de novo o vazio
me invade até o delírio...
sintomas que vêm ao lembrar,
a vida passa tão rápido,
tão leve como a brisa
que às vezes eu me viro
e já não estás.

Ver de novo suas cartas
como a janela
de onde eu podia te olhar,
ver de novo seu rosto
na foto que me deu
com sua assinatura e o aviso
'não esquecer'.

O tempo passa
e o destino de ver seu nome
junto ao meu só escrito em papel
e nada mais.

Distâncias, tempos, afastamentos,
promessas, letras suas, minhas
que hoje se abrem
e eu volto a te lembrar.

Olhar minha pele com vontade
do seu beijo, sua carícia
e sua pele bem acesa
para amar.

Voltei a sentir suas costas na guitarra
que já começa a despertar.

Minhas mãos trazem o resultado
do trabalho pelo prazer
de canções que já estão por amadurecer,
hoje sua luz está perto
e impressa em cartas com estrelas.

Luz que o tempo
cuidou de apagar.

Vou respirando o esquecimento
e suas mãos buscam abrigo em outra face,
em outro corpo moribundo,
dos seus encantos e ao meu mundo
falta a paz do seu olhar.

Já não são dias, mas sim anos
o faz séculos que me engano,
não sei quem dos dois
ficou para trás.

Só sei que fala de você
o que esta noite escrevi.

Olhando suas cartas revivi
que, segurando sua mão,
debaixo da chuva e chorando
abraçando um dia de Julho... fui feliz.

Composição: