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Casa Sem Portas

Fernando Delgadillo

Casa Sin Puertas

¿Y si esta noche
de recuerdos liberados,
como una ventana abierta
pudiese hallar en este
laberinto de historias,
el norte y dirección?
A lo mejor consigo
Estos años después, aquí
Y de nuevo ante tu puerta,
Llamar en nombre del pasado y lo perdido
A lo que nunca apareció.

A lo mejor pudiera
Veinte años después, juntando
Mas buenas razones.
Para que, estar así
Parado ante mi sombra
No me invitara a escapar
De ti y de mi, y del vértigo
De hablar contigo
En casi todas las sesiones.
Sabrías de años de ir
Recorriendo mil lugares
Donde no te volví a hallar.

No importa cuantos ojos
He visto después de descubrir
tus ojos claros
si a mi, tus ojos me enseñaron a ver.
No importa cuantas
veces tenga que venir a
recordar bajo el manzano,
que no eres tu quien ha habitado
en esta casa, por mas que insista
en volver.
Por mas que insista
En volver.

La noche es larga
Y en sus vuelos me conduce
A los linderos de los extraño.
A esta casa sin puertas, donde
Susurran las hojas
que otoño acarreo.
Que ahora practican los pasillos
Cuando el viento araña inquieto
En el tejado,
Suben y bajan la escalera
Tras los ecos de unos pasos
Que no son.

Seria el haber dejado
Tantos elementos del designio
De la alquimia,
Que el caminar por los espacios
De tu casa siento que
Se acerca a ti.
Y vuelvo a ver abierta
Esta casa sin puertas
A la verde trama herminea
Que insiste en tejer
Con su manto enredadera
El patio en donde no te vi.

Seria el amor que no sentimos
O el afán de irte poniendo mientras
Tantos.
Tu sonrisa es una fruta
Que no se deja probar.
Un paisaje que dibujaré
Otra vez en lienzo blanco,
Con la tiza de la noche,
Con la claridad lunar.

Y las hojas se liberan
Como paginas de un árbol.
Yo elaboro el equilibrio
Con un ábaco interior,
Que adivino en los planetas
Y en los giros de los astros,
En la longitud del sueño,
Y en la latitud del sol.
Tu sonrisa es esa ausencia
Que atesoro para siempre.

Es una casa que ha rodeado
Un bosque de oro en donde
Nunca más estas.
Donde nunca más estás,
Donde nunca más estás.

Casa Sem Portas

E se esta noite
de lembranças libertadas,
como uma janela aberta
pudesse encontrar neste
labirinto de histórias,
o norte e a direção?
Talvez eu consiga
Esses anos depois, aqui
E de novo diante da sua porta,
Bater em nome do passado e do que se perdeu
Para o que nunca apareceu.

Talvez eu pudesse
Vinte anos depois, juntando
Mais boas razões.
Para que, estar assim
Parado diante da minha sombra
Não me convidasse a escapar
De você e de mim, e do vertigem
De falar com você
Em quase todas as sessões.
Você saberia de anos de ir
Percorrendo mil lugares
Onde não te encontrei mais.

Não importa quantos olhos
Eu vi depois de descobrir
Seus olhos claros
Se para mim, seus olhos me ensinaram a ver.
Não importa quantas
vezes eu tenha que vir a
lembrar sob a macieira,
que não é você quem habitou
nesta casa, por mais que insista
em voltar.
Por mais que insista
Em voltar.

A noite é longa
E em seus voos me conduz
Aos limites do estranho.
A esta casa sem portas, onde
Sussurram as folhas
que o outono trouxe.
Que agora praticam os corredores
Quando o vento arranha inquieto
No telhado,
Sobem e descem a escada
Atrás dos ecos de uns passos
Que não são.

Seria o ter deixado
Tantos elementos do desígnio
Da alquimia,
Que ao caminhar pelos espaços
Da sua casa sinto que
Se aproxima de você.
E volto a ver aberta
Esta casa sem portas
À trama verde hermínea
Que insiste em tecer
Com seu manto de trepadeira
O pátio onde não te vi.

Seria o amor que não sentimos
Ou a ânsia de ir te colocando enquanto
Tantos.
Seu sorriso é uma fruta
Que não se deixa provar.
Uma paisagem que desenharei
Mais uma vez em tela branca,
Com o giz da noite,
Com a clareza lunar.

E as folhas se libertam
Como páginas de uma árvore.
Eu elaboro o equilíbrio
Com um ábaco interior,
Que adivinho nos planetas
E nos giros dos astros,
Na longitude do sonho,
E na latitude do sol.
Seu sorriso é essa ausência
Que guardo para sempre.

É uma casa que cercou
Uma floresta de ouro onde
Nunca mais você está.
Onde nunca mais você está,
Onde nunca mais você está.