395px

Com Certo Ar de Você

Fernando Delgadillo

Con Cierto Aire a Ti

El viento trae esta tarde el olor
Que se acusa en algunas maderas
O tal vez sea que comienzo a
Pensar
En tu pelo cuando te lo sueltas
Y emite un aroma tan particular
Que tan solo he podido volver a
Encontrar
En el soplo que invierno a
Acercado
Hasta aquí
Para insinuar la víspera de
Primavera
Supongo que invierno siempre a
Olido así como guarda tu pelo
Ese olor a maderas

La tarde habita en tus ojos
Castaños
Con el aire antaño que siempre
Perdura
Cuando te estoy esperando
Cuando me encuentro con una
Infinita mañana camino a
Alargarse
Como temporada de frío que
En mi espalda se queda
Hasta que la tarde se acomoda
En mí, ella me entibia las ganas
Por eso me gusta y me gusta
Decirlo
La tarde en tus ojos
Tiene un aire antiguo

De veras será febrero o soy yo
Quien se cuelga del viento
Como de tu aliento
A veces cierro los ojos
Porque detesto
Mirar, que el bálsamo que respiro
Tan ávidamente es el viento y no más

Y a veces lo olvido pero algo me acuerda
Y lo vuelvo a pensar y me digo
¿Dónde te tengo?
¿En dónde no estás?
A dónde puedo poner la mirada
Sin que te tenga que hallar

La luz del mundo se marcha a las 7
Y yo apenas comienzo a ver bien
Conforme tira a lo obscuro, camino
Pensando que sigo tu sombra
A la vez que un susurro de las
Hojas sueltas. Se va cuchicheando
Frases incompletas y a veces
Hasta pregunta por ti

De veras será febrero o soy yo
Quien se cuelga del viento
Como de tu aliento
A veces cierro los ojos
Porque detesto
Mirar, que el bálsamo que respiro
Tan ávidamente es el viento y no más

El viento trae esta tarde él
Rumor de tu voz que se pierde a
La luz perezosa del sol y té
Imagino acostada, apagándola
Luz del candil

Del mismo modo que
Miro que el sol de la tarde cuando sé
Recuesta tiene un aire a ti
Y miro al último sol de la
Tarde como se recuesta, con cierto
Aire a ti por cierto
Con cierto aire a ti

Com Certo Ar de Você

O vento traz esta tarde o cheiro
Que se sente em algumas madeiras
Ou talvez seja que começo a
Pensar
No seu cabelo quando você solta
E emite um aroma tão particular
Que só consegui voltar a
Encontrar
No sopro que o inverno a
Aproximou
Até aqui
Para insinuar a véspera de
Primavera
Suponho que o inverno sempre a
Cheirou assim como guarda seu cabelo
Esse cheiro de madeiras

A tarde habita em seus olhos
Castanhos
Com o ar de outrora que sempre
Perdura
Quando estou te esperando
Quando me encontro com uma
Infinita manhã a caminho de
Se alongar
Como a temporada de frio que
Nas minhas costas fica
Até que a tarde se acomode
Em mim, ela me aquece as vontades
Por isso eu gosto e gosto
De dizer isso
A tarde em seus olhos
Tem um ar antigo

De verdade será fevereiro ou sou eu
Quem se pendura no vento
Como do seu hálito
Às vezes fecho os olhos
Porque detesto
Olhar, que o bálsamo que respiro
Tão avidamente é o vento e nada mais

E às vezes eu esqueço, mas algo me lembra
E eu volto a pensar e me digo
Onde te tenho?
Onde você não está?
Aonde posso colocar o olhar
Sem que eu tenha que te encontrar

A luz do mundo se vai às 7
E eu mal começo a ver bem
Conforme vai escurecendo, caminho
Pensando que sigo sua sombra
Ao mesmo tempo que um sussurro das
Folhas soltas. Vai cochichando
Frases incompletas e às vezes
Até pergunta por você

De verdade será fevereiro ou sou eu
Quem se pendura no vento
Como do seu hálito
Às vezes fecho os olhos
Porque detesto
Olhar, que o bálsamo que respiro
Tão avidamente é o vento e nada mais

O vento traz esta tarde o
Rumor da sua voz que se perde na
Luz preguiçosa do sol e te
Imagino deitada, apagando a
Luz do candeeiro

Da mesma forma que
Vejo que o sol da tarde quando sei
Se deita tem um ar de você
E olho para o último sol da
Tarde como se deita, com certo
Ar de você, por certo
Com certo ar de você