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A Banheira

Fernando Delgadillo

La Ba

Te sorprendi a traves
Del cristal de la bañera
Cuando una puerta abierta
Me invito a mirar la escena

De tu piel que entre las nubes
De vapor se humedece y se despierta

El agua cae constante
Y te recorre y busca el suelo
Recuerdo que en la tarde
Era yo quien media tu cuerpo

Con la constancia de quien
Descubre eso que anda buscando
Y aun asi, y aun asi
Y aun asi se da su tiempo.

Y te miro a traves
Del cristal de la bañera
Recoges el jabon
Y me concentro en tus caderas

Lo pasas por tu piel tan dulcemente
Que le envidio su carrera.

Tus gestos no se ven,
Ni se ve el color de tus ojos
Disueltos con vapor tus labios
No llevan su tono usual de rojo

Y el tono de tu piel
Siempre contra el de la pared
Resulta en curvas, contornos
Jabon y espuma

El remedio para mi ser
Digo bien, para mi ser.

Te sigo mirando a traves
Del cristal de la bañera
Lo miro casi todo
Y todo lo que veo me ciega

No te he llamado
Y tu en tu intimidad
No te das cuenta

Pensaba visitarte
Y tu tan bella e indispuesta
Que me decidi a marcharme,
Pero no a cerrar la puerta
Para verte cuando escriba
Y no sea que desaparezcas

(para verte cuando escriba
No sea que
Desaparezcas.
Desaparezcas

A Banheira

Te surpreendi através
Do vidro da banheira
Quando uma porta aberta
Me convidou a olhar a cena

Da sua pele que entre as nuvens
De vapor se umedece e se desperta

A água cai constante
E te percorre e busca o chão
Lembro que à tarde
Era eu quem media seu corpo

Com a constância de quem
Descobre aquilo que anda buscando
E ainda assim, e ainda assim
E ainda assim se dá seu tempo.

E te olho através
Do vidro da banheira
Você pega o sabonete
E me concentro em seus quadris

Você passa pela sua pele tão docemente
Que eu invejo sua corrida.

Seus gestos não se veem,
Nem se vê a cor dos seus olhos
Dissolvidos com vapor, seus lábios
Não têm seu tom usual de vermelho

E o tom da sua pele
Sempre contra o da parede
Resulta em curvas, contornos
Sabonete e espuma

O remédio para o meu ser
Digo bem, para o meu ser.

Te sigo olhando através
Do vidro da banheira
Olho quase tudo
E tudo que vejo me cega

Não te chamei
E você, na sua intimidade
Não se dá conta

Pensava em te visitar
E você tão linda e indisposta
Que decidi ir embora,
Mas não a fechar a porta
Para te ver quando eu escrever
E não seja que você desapareça

(para te ver quando eu escrever
Não seja que
Desapareça.
Desapareça)

Composição: