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Navegante

Fernando Delgadillo

Navegante

Sigo viniendo pero no es lo mismo
ahora hasta el lago tiene otro color
Yo le aseguro que entre los domingos
de antes uno se sentía mejor.

Con todo el alboroto de la gente
luego la cola para el alquiler
con todo y todo uno se siente solo
pero no creo que se vaya a componer.

Yo vengo al lago por esas costumbres
que conservo en mi nostalgia por el mar
siempre que vine lo hice con Amanda
y vamos, era solo cosa de remar.
Pasamos tardes viendo el sol poniente
yo amaba los puentes, la bruma y su piel
pero ella sabe, ya tenía sus planes
y en ellos no entraba yo con mi papel.

Tuvo a su niña y continuó casada
de ese asunto, ya ni quise averiguar
la extraño mucho más si estoy en casa
y por eso me doy la vuelta por acá...

Cuando mis remos se hunden
bajo las obscuras sombras
dejando remolinos como mi señal
el lago esconde cosas
que a veces no se nombran
y en cualquier vieja barca
las voy...
sólo dejando atrás
las voy dejando atrás

El viento hace figuras como artífice
peinando la ondulante superficie
lacustre que ha dormido un sueño
del que no va despertar.

Miro a los cisnes
que jamás alzaron vuelo
y no ha sido el sol
quien conquistó éste cielo
¿en donde estás?, ¿Amanda, en donde estás?
¿Amanda, en donde estás?...

Me acostumbre a éste sitio
y su silencio porque con Amanda
aquí he aprendido a amar.
yo le dejaba con sus pensamientos
y me entretenía mirándole volar
y hundir los remos
en las verdes aguas
y luego empujar
tirando para atrás.

Aquí remando
me gusta ir pensando
que un día de estos
voy a irme a vivir al mar,
antes soñaba que iría a muchos
lados pero solo
no dan ganas de viajar.
Si hallo trabajo me siento tranquilo
por eso he estado viniendo
otra vez.
Pero como le digo
no es el mismo lago
al pie del bosque
de Chapultepec.

Y así mis remos hundo persiguiendo
sombras y remo remolino
remo mi señal.
Y el lago que se abrió a mi paso
se vuelve a cerrar.

Las aguas de este lago
esconden cada cosa
que a veces se me olvida
que es lo que vine a buscar
Amanda en donde estas?,
Amanda donde estas...?

Navegante

Sigo voltando, mas não é a mesma coisa
agora até o lago tem outra cor
Eu te garanto que entre os domingos
do passado, a gente se sentia melhor.

Com toda a agitação da galera
depois a fila pra alugar
com tudo e mais um pouco, a gente se sente só
mas não acho que isso vai melhorar.

Eu venho pro lago por essas tradições
que guardo na saudade do mar
sempre que vim, foi com a Amanda
e vamos lá, era só remar.
Passamos tardes vendo o sol se pôr
eu amava as pontes, a bruma e sua pele
mas ela sabe, já tinha seus planos
e neles eu não entrava com meu papel.

Teve sua menina e continuou casada
dessa história, nem quis saber
sinto muito mais falta dela em casa
e por isso venho dar uma volta por aqui...

Quando meus remos afundam
sob as sombras escuras
deixando redemoinhos como meu sinal
o lago esconde coisas
que às vezes não se nomeiam
e em qualquer barquinha velha
eu vou...
só deixando pra trás
eu vou deixando pra trás

O vento faz figuras como um artista
alisando a superfície ondulante
lacustre que dormiu um sonho
do qual não vai despertar.

Olho os cisnes
que nunca levantaram voo
e não foi o sol
quem conquistou esse céu
onde você está?, Amanda, onde você está?
Amanda, onde você está?...

Me acostumei a esse lugar
e seu silêncio porque com a Amanda
aqui aprendi a amar.
Eu a deixava com seus pensamentos
e me distraía vendo-a voar
e afundar os remos
nas águas verdes
e depois empurrar
puxando pra trás.

Aqui remando
gosto de ir pensando
que um dia desses
vou me mudar pro mar,
antes sonhava que iria a muitos
lugares, mas só
não dá vontade de viajar.
Se eu achar trabalho, fico tranquilo
por isso tenho vindo
mais uma vez.
Mas como te digo
não é o mesmo lago
ao pé da floresta
de Chapultepec.

E assim meus remos afundo perseguindo
sombras e remo redemoinho
remo meu sinal.
E o lago que se abriu ao meu passo
se fecha de novo.

As águas desse lago
escondem cada coisa
que às vezes eu esqueço
o que vim buscar
Amanda, onde você está?,
Amanda, onde você está...?

Composição: