Wieczny Fina³
obiecywa³am niebo
ale to nie prawda
bo ja ciê w piek³o powiodê
w czerwieñ- ból
nie bêdziemy obchodziæ rajskich ogrodów
ani zagl¹daæ przez szpary
jak kwitnie georginia i hiacynt
my-po³o¿ymy siê na ziemi
przed bram¹ czarciego pa³acu
zaszeleœcimy anielsko
skrzyd³ami o pociemnia³ych zg³oskach
zaœpiewamy piosenkê
o prostej ludzkiej mi³oœci
w promyku latarni
œwiec¹cej stamt¹d
poca³ujemy siê w usta
szepniemy sobie- dobranoc
zaœniemy
rano- stró¿ nas przegoni
z odrapanej parkowej ³awki
i œmiej¹c siê okropnie
wska¿e- ogryzek jab³ka
le¿¹cy pod pniem jab³oni
Fim Eterno
eu prometi o céu
mas isso não é verdade
porque eu te levo pro inferno
na dor da cor vermelha
não vamos nos importar com jardins do paraíso
nem espiar pelas frestas
como a dália e o jacinto florescem
nós - vamos nos deitar no chão
na porta do palácio do diabo
vamos sussurrar como anjos
com asas em sílabas escuras
vamos cantar uma canção
sobre o simples amor humano
na luz do farol
brilhando de lá
vamos nos beijar na boca
sussurrar um - boa noite
vamos adormecer
de manhã - o guarda vai nos expulsar
do banco de parque descascado
e rindo horrivelmente
vai apontar - a maçã mordida
deitada sob o tronco da macieira