L'orgue chantait toujours
Le bonheur naît bien souvent au hasard d'une rencontre
Dans un salon, dans un thé, dans un bar,
Ou dans un car.
Plus le décor est enchanteur
Et plus l'amour a de chaleur.
Pour que le nôtre se démontre,
On n'a pas eu besoin de fleurs.
{Refrain:}
A la fin du jour, dans un vieux faubourg,
Un orgue chantait l'amour.
Un vieux d'autrefois tournait sans émoi
Son air de chevaux de bois.
En écoutant sa rengaine,
Tu t'es approché de moi
Le long du trottoir, sous le vent du soir,
Berçant un fragile espoir,
Nos deux cœurs plus lourds ont rêvé d'amour
Et l'orgue chantait toujours.
Quand l'amour meurt,
C'est aussi pour certains
Toute une histoire.
Un vieux notaire inscrit sur parchemin
L'affreux destin.
Quand nos deux cœurs ont décidé de reprendre leur liberté,
On n'a pas noirci de grimoire,
Tout simplement, on s'est quittés.
{au Refrain}
En écoutant sa rengaine,
Tu t'es éloigné de moi.
Le long du trottoir, sous le vent du soir,
J'ai vu s'envoler l'espoir.
J'ai dit le cœur lourd
"Adieu, mon amour"
Et l'orgue chantait toujours.
O órgão ainda cantava
A felicidade muitas vezes nasce ao acaso de um encontro
Num salão, num chá, num bar,
Ou num ônibus.
Quanto mais encantador o cenário
Mais calor tem o amor.
Para que o nosso se mostre,
Não precisamos de flores.
{Refrão:}
No fim do dia, em um velho subúrbio,
Um órgão cantava o amor.
Um velho de antigamente girava sem emoção
Sua melodia de cavalinhos de madeira.
Ao ouvir sua canção,
Você se aproximou de mim
Pelo calçadão, sob o vento da noite,
Embalar um frágil sonho,
Nossos dois corações mais pesados sonharam com amor
E o órgão ainda cantava.
Quando o amor morre,
É também para alguns
Toda uma história.
Um velho tabelião registra em pergaminho
O destino horrível.
Quando nossos dois corações decidiram retomar sua liberdade,
Não manchamos nenhum grimório,
Simplesmente, nos separamos.
{Refrão}
Ao ouvir sua canção,
Você se afastou de mim.
Pelo calçadão, sob o vento da noite,
Vi a esperança voar.
Disse com o coração pesado
"Adeus, meu amor"
E o órgão ainda cantava.