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Mil e Um Porquês

Demonio

1001 Zasto

(ft. shorty)

Prva strofa: (demonio)
Zašto pitanje zvuèi prosto?
Hiljadu i jedno ''zašto'' za sto posto
Rešavanja problema.
Zašto uvek prisutna je dilema?
Zašto tu sam, a kao da me nema?
Zašto ovo prièam? za gde se spremam?
Pitanje je konstanta bez granica i stega.
Zašto tražim putanje za pobeæi iz svega
Što smatram suvišnim?
Zašto èovek mora da se oseæa važnim,
Boljim od drugih? što imam, to i nudim.
Zašto po hiljaditi put se èudim
I gledam, ali ne raspoznajem?
Zašto trudim se, ali ne doznajem?
Zašto posle par koraka uvek padnem?
Zašto misli imaju taj svojevrsni tok?
Da li je moguæe da je ovim ljudima prošao trajanja rok?
Zašto pravimo probleme? da li premalo je kajanja,
Ili sam ja taj koji nogama za zemlju ne prijanja?
Zašto ne uklapam se? u èemu je problem?
Reèi kao da ne dopiru. da li sam nem, ili me ne žele èuti?
Zašto svi, nekako, previše smo kruti,
Puni lažnih morala, krivih ideala?
Svima hvala koji trude se da rasude.
Zašto prihvate te tek kad te ne bude?
Zašto živimo, pravimo jebene zablude?
Kuda i zbog èega? zašto nas vode?
Zašto bolje nam je ovde?
Zašto nije bolje tamo?
Trudim se da doznam zašto,
Ali sve mi je jebeno strano....

Refren:
Hiljadu i jedno ''zašto'',
Da li odgovor æe doæi?
Ako ne mogu sam dilemu da razrešim,
Hoæe li neko pomoæi...?

Druga strofa: (shorty)
Ja sam iz belog grada, betonskih solitera,
Iz zgrada starih, oronulih fasada, ulica sivih.
U ovoj prljavoj igri živi da se preživi.
Uvek, po svima, samo drugi su krivi.
Pitam se: zašto svima na ovom malom svetu postalo je tesno?
Naše je mesto tu gde su ratovi èesto,
Gde ljudi bez svesti u ponor srljaju svesno.
Pogled u desno. nemoj me gledati besno sad, da te ne bih tresn'o!
Pitaš se zašto sam takav? zašto je takva traka poslednja?
Jer nisi dosledan i ništa poseban, a veæ se pravis pametan,
Gledaš me preko ramena i ruku pomirenja neæeš da primiš.
Kažeš: ''život je biznis gde svi su isti - materijalisti.''
Glasovi razni puniæe ti glavu, a ti je prazni.
E moj roðeni, voljeni rode, ove me note vode žednog preko vode.
Umesto da se držimo zajedno i tako trajemo,
Idemo rekla-kazala, jedni na druge lajemo,
Lažima važnosti dajemo, tonemo, stajemo...
A kad se bude otišlo u kurac! e moj buraz,
Da bi ostao u igri moraš fazon da furaš
I da se guraš sa jaèim
Po svaku cenu, na svaki moguæi naèin,
Svu moguæu energiju da zraèis,
Da znaš koliko znaèis!

Refren:
Hiljadu i jedno ''zašto'',
Da li odgovor æe doæi?
Ako ne mogu sam dilemu da razrešim,
Hoæe li neko pomoæi...?

Treæa strofa: (demonio)
Zašto samo pitanja, rešenja niotkuda?
Sve same stranputice, lica budna
Koja žele èuti, po koju popiti,
Dušu otvoriti, o problemu zboriti.
I opet sve se vrati na poèetak,
Nikakav pomak, surova realnost,
Odgovor pretežak da se izgovori,
Pa pitam se: zašto onda živeti?
Zašto se moliti? za koga stvarati?
Kome se nadati? u šta verovati
Kada ljudi ne prihvataju istine?
Laži im više pašu. neki napune èašu
I rešenja u njoj traže,
Drugi navuèeni na drogu stvarnost zaobilaze,
Sve neka kriva rešenja nalaze.
Zašto onda, pitam se, zašto mi je stalo?
Zašto meni to izgleda bitno? da li vama nije ni malo?
Zašto zarad poštovanja èovek mora biti zao?
Zašto od kad krenuo sam nisam stao?
Šta je to što me vodi ka mentalnoj slobodi?
Otvoren um, snimak perfektan, ne postoji šum.
Pesma nije bum, nije za u diskoteku.
Slušana u svakom šteku, na diskmenu, plejeru ili deku,
Na sluškama najbolje, tu sve se èuje.
Zašto onda sve drugaèije se psuje?
Zašto glave od loših uticaja otupe?
Zašto pokušavaju da sve vredno potkupe,
Sebi prilagode, za kavgu samo traže povode?
Misle da druge æe da povrede,
Uvek ispadne da sebi naude.
Ali nisu svesni, verovatno, previše frustrirani, besni,
U svojoj roðenoj koži previše tesni.
Fitilj je tu, šibicu kresni
Za još hiljadu i jedno ''zašto''.
Koga briga šta æe se desiti,
Ti rokaj bato...

Mil e Um Porquês

(ft. shorty)

Primeira estrofe: (demonio)
Por que a pergunta parece tão simples?
Mil e um 'porquês' pra cem por cento
Resolvendo problemas.
Por que sempre existe essa dúvida?
Por que estou aqui, mas parece que não estou?
Por que estou falando isso? pra onde estou indo?
A pergunta é uma constante sem limites e amarras.
Por que procuro caminhos pra fugir de tudo
Que considero desnecessário?
Por que o ser humano precisa se sentir importante,
Melhor que os outros? o que tenho, isso ofereço.
Por que pela milésima vez me surpreendo
E olho, mas não reconheço?
Por que me esforço, mas não descubro?
Por que depois de alguns passos sempre caio?
Por que os pensamentos têm esse fluxo peculiar?
É possível que esses humanos tenham passado do prazo?
Por que criamos problemas? será que é pouco o arrependimento,
Ou sou eu que não me firmo no chão?
Por que não me encaixo? qual é o problema?
As palavras parecem não chegar. sou mudo, ou não querem me ouvir?
Por que todos, de alguma forma, somos tão rígidos,
Cheios de falsos morais, ideais errados?
Agradeço a todos que se esforçam pra julgar.
Por que aceitam você só quando você não está mais?
Por que vivemos, criamos essas malditas ilusões?
Pra onde e por que? por que nos guiam?
Por que aqui é melhor pra nós?
Por que não é melhor lá?
Me esforço pra entender o porquê,
Mas tudo me parece tão estranho....

Refrão:
Mil e um 'porquês',
Será que a resposta vai chegar?
Se não consigo resolver a dúvida sozinho,
Alguém vai ajudar...?

Segunda estrofe: (shorty)
Eu sou da cidade branca, dos prédios de concreto,
Das construções antigas, fachadas desgastadas, ruas cinzas.
Nesse jogo sujo, vive-se pra sobreviver.
Sempre, pra todos, só os outros são culpados.
Me pergunto: por que todo mundo nesse pequeno mundo ficou apertado?
É nosso lugar aqui onde as guerras são frequentes,
Onde pessoas sem consciência se precipitam no abismo.
Olho pra direita. não me olhe com raiva agora, pra eu não te dar um tapa!
Você se pergunta por que sou assim? por que essa fita é a última?
Porque você não é consistente e nada especial, mas já se faz de esperto,
Me observa por cima do ombro e não aceita a mão de reconciliação.
Diz: 'a vida é um negócio onde todos são iguais - materialistas.'
Vozes diversas vão encher sua cabeça, e você a tem vazia.
Ah, meu irmão, querido, essas notas me levam sedento sobre a água.
Em vez de nos mantermos juntos e assim durarmos,
Vamos de boca em boca, latindo um pro outro,
Dando importância a mentiras, afundamos, paramos...
E quando tudo for pro inferno! ah, meu irmão,
Pra ficar no jogo você tem que se fazer de esperto
E se empurrar com os mais fortes
A todo custo, de qualquer jeito,
Toda energia possível pra brilhar,
Pra saber o quanto você vale!

Refrão:
Mil e um 'porquês',
Será que a resposta vai chegar?
Se não consigo resolver a dúvida sozinho,
Alguém vai ajudar...?

Terceira estrofe: (demonio)
Por que só perguntas, respostas do nada?
Só caminhos errados, rostos acordados
Que querem ouvir, tomar um drink,
Abrir a alma, falar sobre o problema.
E tudo volta ao começo,
Nenhuma mudança, a dura realidade,
A resposta é pesada demais pra ser dita,
Então me pergunto: por que viver?
Por que rezar? pra quem criar?
Pra quem ter esperança? em que acreditar
Quando as pessoas não aceitam verdades?
Mentiras são mais confortáveis pra eles. alguns enchem o copo
E buscam respostas nele,
Outros, viciados em drogas, evitam a realidade,
Todos encontram soluções erradas.
Por que então, me pergunto, por que me importo?
Por que isso me parece importante? e pra vocês não é nem um pouco?
Por que, pra ser respeitado, o ser humano precisa ser cruel?
Por que desde que comecei não parei?
O que me leva à liberdade mental?
Mente aberta, gravação perfeita, não há ruído.
A música não é um estouro, não é pra balada.
Ouvindo em qualquer canto, no discman, player ou no sofá,
Nos fones é o melhor, tudo se escuta.
Por que então tudo é diferente e se xinga?
Por que as cabeças se embotam com más influências?
Por que tentam comprar tudo que é valioso,
Se adaptam, só buscam motivos pra briga?
Pensam que vão ferir os outros,
Sempre acaba sendo um tiro no pé.
Mas não estão cientes, provavelmente, frustrados demais, furiosos,
Na própria pele, apertados demais.
A isca está aqui, acenda o fósforo
Pra mais mil e um 'porquês'.
Quem se importa com o que vai acontecer,
Você vai em frente, meu chapa...

Composição: