Pelas frestas da ripa da velha porteira
Vi passar os anos, levados na poeira
Duas sombras juntas no fim do estradão
Desenhando planos na palma da mão
Mas o tempo é vento que sopra sem rumo
E tira a coragem de quem perde o prumo
O sonho era grande, o trilho era estreito
A saudade hoje mora aqui no meu peito
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais
Fecho os meus olhos cansados para te ver de novo
Longe do barulho, longe desse povo
Sinto o cheiro doce do mato molhado
Quando o futuro era o nosso aliado
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais