
Esperando o Trem
Denis Gerais
Pelas frestas da ripa da velha porteira
Vi passar os anos, levados na poeira
Duas sombras juntas no fim do estradão
Desenhando planos na palma da mão
Mas o tempo é vento que sopra sem rumo
E tira a coragem de quem perde o prumo
O sonho era grande, o trilho era estreito
A saudade hoje mora aqui no meu peito
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais
Fecho os meus olhos cansados para te ver de novo
Longe do barulho, longe desse povo
Sinto o cheiro doce do mato molhado
Quando o futuro era o nosso aliado
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais
E nas idas e voltas desse vai e vem
Fiquei na estação esperando o trem
Que levou seu riso e a minha paz
Pro lado da vida que não volta mais



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