O Terror Do Boteco

Denis Gerais

Eu cheguei pisando firme, fiz a terra estremecer
Sou caboclo de linhagem que não nasceu pra perder
Vim do ventre das montanhas, lá das brenhas de Minas
Onde o homem vira fera quando encontra as serpentinas
Meu pai era ferro e fogo, minha mãe era tempestade
Eu carrego no meu sangue o peso da liberdade

Não me venha com conversa, nem olhe torto pra mim
Minha paciência é curta, bem menor é o istopim
Se eu entro num fandango, o poeirão logo levanta
Minha voz ecoa forte, sai rasgando da garganta
Quem quiser medir a força, que se prepare pro baque
Sou mineiro destemido, sempre pronto pro ataque

Abre a roda, moçada, que o Gerais chegou
Onde eu ponho a minha mão, o silêncio acabou!

Eu sou o cara delas, o terror do boteco
Minha fama corre longe, no sertão vira eco
Se a briga é por honra, eu não fujo da raia
Faço o vento virar fogo e a coragem não falha
Sou o Quebra-Demanda, o mestre do relance
Minha vida é um perigo, não me dê nenhuma chance!

Eu sou o cara delas, o terror do boteco
Minha fama corre longe, no sertão vira eco
Se a briga é por honra, eu não fujo da raia
Faço o vento virar fogo e a coragem não falha
Sou o Quebra-Demanda, o mestre do relance
Minha vida é um perigo, não me dê nenhuma chance!

Composição: Idenilson Honorio da Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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