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Rousseau

Denisdenis

Rousseau

Escribe el placer y dime
Que postura quieres hacer
Deseos encerrados
De placeres albinos
De paredes humeantes
Temperatura extrema

No le hagas caso a Rousseau
No somos seres buenos
Somos salvajes
Bestias que pueden enamorarse
Y encontrarse
En encuentros fugaces

Lo que no te mata
Te hace más fuerte
Esa sí es mi filosofía

¿Cuántas revoluciones sin libertador?
¿Cuántas miradas entrecruzadas los dos?
¿Cuántos pensamientos condenados
Por falsos mandamientos?

No le hagas caso a Rousseau
Ni el mismo sabía lo que decía
Ni el mismo sabía lo que era el placer
Mírame a los ojos
Agáchate
Tienes que hablar con él

No le hagas caso a Rousseau
No somos seres buenos
Somos salvajes
Bestias que pueden enamorarse
Y encontrarse
En encuentros fugaces

La moral advierte primero
Y el deseo ataca después
¿Por qué no pecamos
Y compartimos un rato?
El vacío es absoluto
Pero la idea es ser infinitos
Un instante, un momento
Un segundo

No le hagas caso a Rousseau
No somos seres buenos
Somos salvajes
Bestias que pueden enamorarse
Y encontrarse
En encuentros fugaces
Bestias que pueden enamorarse
Y encontrarse en encuentros fugaces

Rousseau

Escreva sobre o prazer e me diga
Que posição você quer fazer
Desejos trancados
De prazeres brancos
De paredes fumegantes
Temperatura extrema

Não dê ouvidos a Rousseau
Não somos seres bons
Somos selvagens
Bestas que podem se apaixonar
E se encontrar
Em encontros fugazes

O que não te mata
Te deixa mais forte
Essa sim é minha filosofia

Quantas revoluções sem libertador?
Quantos olhares cruzados entre nós dois?
Quantos pensamentos condenados
Por mandamentos falsos?

Não dê ouvidos a Rousseau
Nem ele sabia o que dizia
Nem ele sabia o que era o prazer
Olhe nos meus olhos
Abaixe-se
Você tem que falar com ele

Não dê ouvidos a Rousseau
Não somos seres bons
Somos selvagens
Bestas que podem se apaixonar
E se encontrar
Em encontros fugazes

A moral avisa primeiro
E o desejo ataca depois
Por que não pecamos
E compartilhamos um tempo?
O vazio é absoluto
Mas a ideia é ser infinitos
Um instante, um momento
Um segundo

Não dê ouvidos a Rousseau
Não somos seres bons
Somos selvagens
Bestas que podem se apaixonar
E se encontrar
Em encontros fugazes
Bestas que podem se apaixonar
E se encontrar em encontros fugazes

Composição: Denis Vélez