Diário de um Assassino Cruel
Depollo
Páginas manchadas, tinta cor de dor
Escrevo na noite, silêncio e terror
Sombras me seguem, mas eu sou pior
Sem alma no peito, vazio e rancor
Passos na rua, ninguém percebeu
O medo no ar, a Lua me viu
Olhos frios, gelo no olhar
Sou o destino que veio cobrar
Não sinto culpa, não sinto perdão
O sangue escorrendo lava o chão
Sou o caçador que virou a caça
No espelho vejo minha própria desgraça
Forte e cruel, devoro o destino
No meu diário, eu mesmo assino
Homem sem coração, sem luz, sem calor
Só deixo rastros de dor e terror
Risos distantes ecoam na mente
Sussurros me chamam, me tornam diferente
Não há redenção, não há salvação
Só a batida vazia do meu coração
Corpos no chão, silêncio mortal
A noite me cobre, instinto animal
A Lua vermelha ilumina o papel
Cada palavra me afunda no inferno cruel
Sinto que alguém me observa também
Talvez meu fim esteja além
Sou o caçador que virou a caça
No espelho vejo minha própria desgraça
Forte e cruel, devoro o destino
No meu diário, eu mesmo assino
Homem sem coração, sem luz, sem calor
Só deixo rastros de dor e terror
O vento sussurra meu nome no escuro
Alguém me persegue, meu medo é seguro
A presa cansada agora sou eu
O monstro que criei me reconheceu
Sou o caçador que virou a caça
No espelho vejo minha própria desgraça
Forte e cruel, devoro o destino
No meu diário, eu mesmo assino
Homem sem coração, sem luz, sem calor
Só deixo rastros de dor e terror
Sou o caçador que virou a caça
A noite fechando minha própria trapaça
No último verso o sangue secou
Meu diário cai, a história terminou
O homem sem alma, enfim se calou



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