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Poesia do Absurdo

Desastre Natural 011

Letra

    É um baque pro cê
    Vê resultado da luta
    Os hematomas tão na alma
    Não na minha pele escura

    Com a dor vem a loucura
    E as noites mal dormidas
    Meus sentidos apurados
    Sentiam cada batida

    Se eu tô no braza ou tô na china
    Isso nunca vai importar
    Eu vivo no meu mundo
    Onde o gah quer me matar truta

    Sobrevivi a tanta coisa
    A vida é louca
    Fecha a boca
    Os pau no cu nunca que vão me derrubar

    Tô pronto pra zarpar
    Pode trazer os plaquê
    Vou comprar uma ak
    Tirar um lazer

    Escrever umas frases pro disco, mano
    Disco do ano que cêis nem botavam fé
    Esfaqueei meu alter-ego, sigo no comando
    Matando quem tá atrasando
    E quem pulou do barco
    Já não volta mais, não tô preso ao cais
    Me livrei da âncora, valor devido dado
    A minha liberdade santa

    Engasguei com a janta
    Vomitei toda a revolta
    Dn é mais que droga
    Dn é mais que xota
    Dn é o que cê vê por trás da fumaça
    Levantem o seus copos
    Brindem com suas taças

    Caça, avião de caça
    A melhor defesa então nois ataca
    Aqui não falta bala
    Tramando mas sem da pala
    Num porta-mala do opala
    Mil rimas por minuto

    Explode o contexto
    Entenda o texto
    Neurônios nos versos aqueles que ainda estão ilesos
    Sonho vinho tinto destilando por extinto
    Faladores não apagam o que eu sinto
    Eu sinto muito, nem o lixo querem eles no conjunto
    Algumas linhas e eles dizem que eu falo muito, então
    Dizem que eu falo muito irmão

    Eu venho nessa levada limpando a cena
    Mas se for pra ter sujeira, eu aterro sem problema
    E hoje eu vim puxar o pé que nem assombração
    Se me ver na rua é a sombra em ação

    Sua extrema unção é se eu quiser
    Deixaram a caneta e com minhas letras
    Eu dou tiro em quem vier
    Só não acerto o pé que
    É pra ver dançar conforme eu quero
    Não conforme a dança eu sou muito mais que eu espero

    Então balança aprendendo a poesia do absurdo
    Cantando eu faço suar frio cego, surdo e mudo
    Me falaram que eu não podia atacar sendo melódico
    Mas meu compasso é mais lento que o compasso
    De uma bomba relógio

    Não desliga que ainda não acabou o episódio

    Destruindo a sua percepção

    Dizem que vem do inferno
    Mas eu tô aqui e aqui eles não tão

    No beat mainstream do pop que toca no som

    Nóis é mais sujeira do que cêis acha que são

    Tô ouvindo sobre o movimento mas eu não tô vendo
    E dizem que a quebrada tá crescendo

    O inferno que cêis diz é o inferno que nóis cresce

    O fogo que cê brinca é o que nos fortalece


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