exibições de letras 24

Expressão de Um Gaúcho

Desidério Souza

Letra

    Toco cordeona faço verso e do lhe grito
    Por onde eu passo deixo as marcas no caminho
    No meu trabalho sempre me sinto um perito
    Sou indo quéra e me viro sempre sozinho

    Peço licença pra quem tiver comandando
    Venho chegando e quero aqui me apresentar
    Entro na festa e gosto de saltar calando
    Sou Missioneiro e não me entrego sem cantar

    A MInha cordeona é verdulheira
    É caborteira gaita velha de botão
    E traz o cheiro das domingueira
    Junto da poeira Que trago do meu rincão

    O desafio sempre me leva para a luta
    Mas tranco a bota não resvalo para a sargeta
    Enfrento as fera sem soiteira e sem garrucha
    De-lhe cordeona e meta e meta que é paleta

    Diz o ditado não tá morto quem peleia
    Por isso eu tenho minhas armas de valor
    De cantoria sempre trago a mala cheia
    Dentro do peito o coração de cantador

    Rio grande velho vem repontando o meu verso
    Pampa gaúcho sempre foi pátria pra mim
    Chão temperado e abençoado do universo
    E hospitaleiro desde o começo até o fim

    É bem por isso que me achego desse jeito
    Abro minha gaita toco canto e me repuxo
    Entro cantando cada vez mais satisfeito
    Pelo respeito de ter nascido gaúcho


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