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No Corpo da Botoneira

Desidério Souza

Letra

    Froxei a rèdea do meu canto pelo duro
    Que a inspiração já vinha a coice e manotaço
    Eu tinha um verso já caindo de maduro
    E a botoneira tava pedindo um abraço
    Fui partando uma tropilha de harmonia
    E repontando rumo ao brete da cantiga
    Uma cadencia já coiceou na baixaria
    Pra uma vanera com cara da templa antiga

    Quando me abraço no corpo da botoneira
    A sala inteira me acolhera na mirada
    Sinto o rio grande na minha voz missioneira
    De alma campeira acordando a madrugada

    Fiz uma cosca nas costelas da gaitinha
    E um toque macho saltou do fole bufando
    Como um ginete numa doma bem bonita
    Minha cantiga aos poucos fui efrenando
    Depois de mansa me emparcera onde eu canto
    Engarupando minha mensagem sonora
    Pois onde eu chego a diversão eu garanto
    E a tristeza de vereda vai embora


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