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O Ginete e o Pajador

Desidério Souza

Letra

    Se o bate casco ressonga
    No tambor da gineteada
    A cena é comparada
    Ao pajador por milonga
    E se o corcovio se alonga
    É o ginete que se agarra
    A gineteada é uma farra
    Entre o solo e o espaço
    E a pajada é um abraço
    Do pajador com a guitarra

    O ginete corajoso
    Trança dedos entre a crina
    Enquanto as cordas afina
    O pajador telentoso
    O cavalo deita o toso
    Quando lhe soltam d'amarra
    Qual corte de cimitarra
    O ginete baixa o reio
    É inspiração no rodeio
    Do pajador com a guitarra

    A gineteada é uma luta
    De força e inteligência
    O pajada é a Querência
    Para quem diz ou escuta
    O cavalo é força bruta
    Que contra o saber esbarra
    E quando um pajador narra
    Com versos de improviso
    A cancha é o paraíso
    Do pajador com guitarra

    Seguem potro e ginete
    Numa dança desgranida
    Pro pajador dar mais vida
    Ao confronto no piquete
    O verso é só um lembrete
    Daquela dança bizarra
    Quando o céu mostra uma barra
    Pintando uma linda tela
    A pajada é uma aquarela
    Do pajador com guitarra

    O beiçudo arca o lombo
    Imitando a meia Lua
    E o bate casco acentua
    A pátria tocando bombo
    Se o ginete evita o tombo
    Vence o cansaço na marra
    E com jeito de cigarra
    Canta contente e troveiro
    O ginete é o parceiro
    Do pajador com a guitarra

    Composição: Desidério Souza / Paulo de Freitas Mendonça. Essa informação está errada? Nos avise.

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