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Renasce Sepé Tiaraju

Desidério Souza

Letra

    Dobram-se frágeis ao vento maduros trigais em tendão
    Que não refletem a imagem de um povo bravo e guerreiro
    Estes jamais dobrarão a exploração estrangeira
    Nos braços abertos da cruz reluz o calor do embate
    Por terras cubiça e divisas a muito que se combate
    Nos braços abertos da cruz reluz o calor do embate
    Por terras cubiça e divisas a muito que se combate

    É bala do rei da Espanha da lança de Portugal
    Junto ao corpo missioneiro defensor de um ideal
    Renasce sepé tiaraju nos sinos da catedral
    A utopia de um povo na bravura ancestral
    Pra viver em liberdade e igualdade social
    Pra viver em liberdade e igualdade social

    Suaves canções guaranis sapucais da tropa em guerra
    São memorias nas coxilhas dos ditames desta era
    Hoje trançam seus balaios e perambulam em espera
    De migalhas em migalhas sem identidade ou quimera
    Sem a menor resistência para reaver sua terra
    De migalhas em migalhas sem identidade ou quimera
    Sem a menor resistência para reaver sua terra

    É bala do rei da Espanha na lança de Portugal
    Junto ao corpo missioneiro defensor de um ideal
    Renasce sepé tiaraju nos sinos da catedral
    A utopia de um povo na bravura ancestral
    Pra viver em liberdade e igualdade social
    Pra viver em liberdade e igualdade social

    Composição: Carlos Alberto Dahmer / Desidério Souza. Essa informação está errada? Nos avise.

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