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Templado a Moda Antiga

Desidério Souza

LetraSignificado

    Eu sou gaúcho nesse Rio Grande nascido
    Já fui parido cultivando a tradição
    Cresci nos campo farejando as minhas cantiga
    E fui templado a moda antiga nos braseiros de galpão

    Quando setembro mete a cara no meu pago
    Do campo eu trago o mais gordo da tropilha
    Aparo os casco, toso e sigo adelgaçando
    Me preparando para as festanças farroupilha

    Engraxo o apeiro, esfrego guanxuma no laço
    E dou um vistaço se está limpo os meus chergão
    Lombilho gasto que de potro eu tiro a balda
    E para atar a meia espalda meu pala de gurgurão

    Chapéu batido já das lida de mangueira
    Bota potreira e um tirador já sovado
    Sobre um lombilho um pelego de merina
    Forro de brim diamantina, com um bolso de cada lado

    Poncho imalado baieta fica pra fora
    E um par de espora e um mango cabo de alpaca
    Uma bombacha de dois panos gabardina
    Mais a facha correntina por debaixo da guiaca

    Junto com a chaira atravessada nas cadeiras
    A carniceira, relíquia que prezo tanto
    Minha badana sobre o pelego é um resguardo
    Feita de couro de pardo bordada nos quatro canto

    No meu pescoço um chimango esfiapado
    Guardo um legado que eu já trouxe de família
    Minha indumentária toda simples não tem luxo
    Pois assim, era o gaúcho dos ancestrais farroupilha

    Composição: Desidério Souza / Papa Figo. Essa informação está errada? Nos avise.

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