exibições de letras 17

Um Mate No Entardecer

Desidério Souza

Letra

    Num final de tarde depois do serviço, eu encilho o mate pra tomar com a prenda
    Vou palmeando a cuia entre um gole e outro, trançando uma prosa num oitão do rancho
    Falando em serviço e em coisas boas, chego na patroa e lhe faço um agrado
    Pego na sua mão e lhe faço um carinho, pois quem planta amor jamais colhe espinho

    Quando eu cevo o meu mate eu preparo a capricho, são coisas do oficio deste velho peão
    Trago esses costume desde a minha infância, que herdei das instancias lá do meu rincão
    Minha água aquecida na velha cambona, que as vezes desmorona e me apaga os tição
    Eu faço e refaço reavivo este fogo que ali amanhece aquecendo o galpão

    O meu rancho é simples, mas é macanudo, lá tenho de tudo não me falta nada
    Tenho sombra boa e uma boa aguada, onde eu tiro a minha sestia junto a minha amada
    Vou entre os coxilhos rabiscando uns verso, olhando o universo buscando inspiração
    Risco ali no chão, mais uma canção que fala de amor e de bom chimarrão


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Desidério Souza e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção