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Vencedores / Perdedores (Boa Noite, Pequenos)

Noir Désir

Gagnants / Perdants (Bonne Nuit Les Petits)

Tous ces beaux jeux inventés
Pour passer devant les premiers,
Pour que chacun soit écrasé
S'il refuse encore de plier
Les dégâts, les excès,
Ils vont vous les faire payer
Les cendres qui resteront,
C'est pas eux qui les ramasseront
Mais les esclaves et les cons
Qui n'auront pas su dire non

Nous on n' veut pas être des gagnants
Mais on n'acceptera jamais d'être des perdants

Pimprenelle et Nicolas
Vous nous endormez comme ça
Le marchand de sable est passé
Nous, on garde un œil éveillé
Ô la peur, ô le vide,
Ô la victoire des avides
Faut pas bouger une oreille
Toutes sortes de chiens nous surveillent
Pas un geste, une esquisse
Sinon on tourne la vis
Nous, on n'a rien à gagner
Mais on ne peut plus perdre puisque c'est déjà fait

Toi qui viens de loin d'ici
Avec ta peau et tes os
On t'a parlé du paradis
On t'a menti, tout est faux
Ô mon ami, ô mon frère, tout ce nerf
Perdu pour la guerre
Tu vas voir tout l'amour
Qui traîne au fond des discours
Dis, t'en veux, des papiers ?
Dis, tu l'as vu mon palais ?
Oh, t'auras rien, c'est ainsi
C'est pas fait pour les perdants, le paradis

Il y a la chair à canon
Il y a la chair à spéculation
Il y a la chair à publicité
Enfin, y a tout ce que vous aimez
Vous et moi, on le sait,
Le spectacle est terminé
Pourtant, c'était presque idéal
C'était loin du féodal
Oh ! Maintenant, c'est foutu
Ça fait joli dans ton...
Fort intérieur. C'est gênant
De rejoindre comme ça la cohorte des perdants

Faut pas se faire d'illusions
Mais c'est mieux debout, pour l'action
Et pour nos âmes, c'est égal,
Dieu n'est pas dans la bataille
Ô Messieurs les décideurs
De toutes parts, de tous côtés
Sachez que profond dans nos cœurs
On n'arrête pas le progrès
Sous l'iris, sous la peau
Sous les ongles et dans l'étau
On pourra toujours refuser
De devenir les premiers ou les derniers

Pas de leaders triomphants
On s'ra jamais des gagnants ni des perdants

Vencedores / Perdedores (Boa Noite, Pequenos)

Todos esses jogos bonitos inventados
Pra passar na frente dos primeiros,
Pra que cada um seja esmagado
Se ainda se recusar a se curvar
Os danos, os excessos,
Eles vão te fazer pagar
As cinzas que restarão,
Não são eles que vão recolher
Mas os escravos e os idiotas
Que não souberam dizer não

A gente não quer ser vencedor
Mas nunca vamos aceitar ser perdedor

Pimprenelle e Nicolas
Vocês nos fazem dormir assim
O homem da areia passou
Nós, mantemos um olho aberto
Ô, o medo, ô, o vazio,
Ô, a vitória dos ávidos
Não pode mover uma orelha
Todo tipo de cachorro nos vigia
Sem um gesto, uma esquiva
Senão a gente aperta o parafuso
Nós, não temos nada a ganhar
Mas não podemos mais perder, pois já está feito

Você que vem de longe daqui
Com sua pele e seus ossos
Falaram do paraíso pra você
Mentiram, tudo é falso
Ô meu amigo, ô meu irmão, todo esse nervo
Perdido pela guerra
Você vai ver todo o amor
Que fica no fundo dos discursos
Diz, você quer, uns papéis?
Diz, você viu meu palácio?
Oh, você não vai ter nada, é assim
Não é feito para os perdedores, o paraíso

Tem a carne de canhão
Tem a carne de especulação
Tem a carne de publicidade
Enfim, tem tudo que vocês amam
Você e eu, sabemos,
O espetáculo acabou
Ainda assim, foi quase ideal
Estava longe do feudal
Oh! Agora, tá tudo perdido
Fica bonito no seu...
Fortaleza interior. É constrangedor
Entrar assim na coorte dos perdedores

Não se deve ter ilusões
Mas é melhor de pé, pra ação
E para nossas almas, tanto faz,
Deus não está na batalha
Ô Senhores decisores
De todos os lados, de todos os cantos
Saibam que profundo em nossos corações
Não se para o progresso
Sob o íris, sob a pele
Sob as unhas e no grilhão
Sempre poderemos recusar
De nos tornarmos os primeiros ou os últimos

Sem líderes triunfantes
Nunca seremos vencedores nem perdedores

Composição: