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As Contusões do Remorso

Detrimentum

The Contusions Of Remorse

Alas, (forlorn the elegiac sunrise)
Your morbid and evaporating breath filled the interior of the cold room,
Your scars ran parallel to the darkness leading you away from me,
There I gained bitter insight to the lonely nature,
Of an individual's pain transcending their form,

The cold light of a new morning danced about your head…
Like your own diadem of grotesque construction,
You said you felt apart from your flesh.
And there in the day broken anew upon these cold floorboards,
Blood ebbed around your delicate heels…

You rejoiced in torment…

And I found nothing within me with which to sustain you,
My hands bound by hesitance,
My lips left speechless, numbed and bloodied,
My words but an impure poetry,
In the wake of your deathly ascent,

I rejoined in your torment…

…Mourning black were the gathering clouds,
Waiting ominously, as if to receive your soul…

Your blood too looked black in the light of morning,
Your body not yet cold…
And your death already in vain,

Weeping was my crucifixion…
Your somnolent heart lay as a chapel to my disease,
About it ran rivulets of our tears now turned to stagnant streams,
Your cooling flesh the very architecture of divine anatomical catastrophe,
The arid shrine of detestation…
You had made your veins the strings for our funeral oration,

We had contorted our goodbyes…
With mouths formed like barren cunts,
We knew the way of sorrow…

For all our years enchained in misery
My mind had ill perceived the way of true salvation,
Thus entangled and submerged in such dubious matter,
And now finally absconding this sickening human condition,

I'm grown sick with the weight of this odious flesh,
This gift of being is an insipidity my heart longs to repulse
So let this newborn abattoir be subject to your reign,
A cathedral of death in thy name,

Take all this now from me.
Foulest burden of all known burdens,
My corpse shall carry with it these wounds…
…and a trail of drying tears
My withered eyes shall never again seek such affliction,
My lips shall never again strew fourth foul words of repent….

Now be gone… be gone…
Disentangle the flesh, the living sin we're entrapped in,
Now be gone… be gone…
Cleanse this putrid anatomy of being

Gladly failing to breathe, our blood drenched abandon
With wounds flowing so keenly
So cold redemptions coming slumber
Though this end is all we have to be thankful
We'll feed from the darkness falling over all that we see
But in the darkness that lives on within me…

Your face will remain...

As Contusões do Remorso

Ah, (triste o amanhecer elegíaco)
Seu hálito mórbido e evaporando preenchia o interior do quarto frio,
Suas cicatrizes corriam paralelas à escuridão, te afastando de mim,
Ali eu ganhei amarga percepção da natureza solitária,
Da dor de um indivíduo transcendendo sua forma,

A luz fria de uma nova manhã dançava ao redor da sua cabeça…
Como uma coroa de construção grotesca,
Você disse que se sentia apartada da sua carne.
E ali, no dia que se quebrava novamente sobre essas tábuas frias,
O sangue fluía ao redor dos seus delicados calcanhares…

Você se alegrava no tormento…

E eu não encontrei nada dentro de mim para te sustentar,
Minhas mãos atadas pela hesitação,
Meus lábios deixados sem palavras, entorpecidos e ensanguentados,
Minhas palavras eram apenas uma poesia impura,
Na esteira da sua ascensão mortal,

Eu me juntei ao seu tormento…

…Nuvens negras se reuniam em luto,
Esperando ominosamente, como se para receber sua alma…

Seu sangue também parecia negro à luz da manhã,
Seu corpo ainda não estava frio…
E sua morte já era em vão,

Chorar foi minha crucificação…
Seu coração sonolento era como uma capela para minha doença,
Ao redor dele corriam ribeiros de nossas lágrimas agora transformadas em córregos estagnados,
Sua carne esfriando, a própria arquitetura de uma catástrofe anatômica divina,
O santuário árido da detestação…
Você fez de suas veias as cordas para nossa oração fúnebre,

Nós contorcemos nossos adeus…
Com bocas formadas como vaginas estéreis,
Sabíamos o caminho da tristeza…

Por todos os nossos anos acorrentados na miséria
Minha mente mal percebeu o caminho da verdadeira salvação,
Assim entrelaçados e submersos em tal matéria duvidosa,
E agora finalmente escapando dessa condição humana nauseante,

Estou doente com o peso dessa carne odiosa,
Esse presente de existir é uma insipidez que meu coração anseia repelir
Então deixe este novo abatedouro ser sujeito ao seu reinado,
Uma catedral da morte em teu nome,

Tire tudo isso de mim agora.
O fardo mais imundo de todos os fardos conhecidos,
Meu corpo carregará consigo essas feridas…
…e um rastro de lágrimas secando
Meus olhos murchos nunca mais buscarão tal aflição,
Meus lábios nunca mais espalharão palavras imundas de arrependimento…

Agora vá embora… vá embora…
Desentrelaça a carne, o pecado vivo em que estamos aprisionados,
Agora vá embora… vá embora…
Purifique essa anatomia putrefata do ser

Alegremente falhando em respirar, nosso abandono ensanguentado
Com feridas fluindo tão intensamente
Tão frias redenções vêm em sono
Embora este fim seja tudo que temos para agradecer
Nos alimentaremos da escuridão caindo sobre tudo que vemos
Mas na escuridão que vive dentro de mim…

Seu rosto permanecerá...

Composição: