Disillusion Ethos (Of Torment And My Bleeding Shadow)
The dawn presents to me, my crucifixion,
Once again I find myself unable to perceive, the light of this world,
For me some bleak place that exists, beyond the window,
Far from my own comprehension,
Farther still, from my heart,
Too many days spent in shadow,
Too many nights at worship, in a house of nails,
Too much blood spilt, upon the altars of nihilistic enodation,
Too many tears spilt amidst the forlorn cadre of ruination,
For so cold now is this shadow become,
That which bleeds so uncontrollably in its exile,
In its secluded indemnification,
That which needs wish could leave to wither and die...
My starving life....
My Starving life,
Within this breath, within this form,
And now suffocating in the coruscation of dawn,
Its venomous blades of dendritic light,
That pierce the heart, on a new day's rise,
Come now, cold and lonely stranger,
Come fourth in your viral and darksome raiment,
For to walk with you at my heel,
Is to be borne by you, through the forward paths of my own seeping blood,
Sweetly poisoned my words striven to still my own soul,
Solemn my longing for a broken body to match my broken heart…
For I live amongst this death and detritus,
All I see I behold in dread,
Born to this world with my eyes wide open,
No comfort for me here in mortal realms,
No pleasure in filth and its folly,
No faith in such illusions,
So baleful this Eden of man's ectopic ego,
Grown now far in ignorant abandon,
His supremacy ill-gotten and misshapen,
Lent to misrule and the downfall of all,
Turned away from nature, away from gods,
His back born against wisdom,
He stands above the world, but not upon,
Desecrate not this ancient earth you choose to forsake,
Lest it should cover you in long decrepit sleep,
Withdraw now your sapping talons from the veins of creation,
Lest it should float you dead, back down the paths of your advancement,
Collapse now away from me veils of concretia,
Fall to the ruin you have nurtured for us,
Embrace the unfolding of your myriad betrayals,
Die now and be gone from my sight,
May you wash away in the returning tides of extinction,
For your poison has enslaved the very air that suffers us to live,
Your filth has reached depths that we should for fear have abstained to stray,
And what of my shadow amongst this ruin…
That which falls against the earth, so diaphanous and enfeebled,
For what is such penance bequeathed me,
That I should find only this emptiness in which to enthral myself,
That I should here toil myself to tears,
In return for the deep and tender welts of ignominy.
Ética da Desilusão (Do Tormento e Minha Sombra Sangrante)
A aurora me apresenta, minha crucificação,
Mais uma vez me vejo incapaz de perceber, a luz deste mundo,
Para mim, um lugar sombrio que existe, além da janela,
Longe da minha própria compreensão,
Mais longe ainda, do meu coração,
Dias demais passados na sombra,
Noites demais em adoração, numa casa de pregos,
Sangue demais derramado, sobre os altares da enodação niilista,
Lágrimas demais derramadas em meio ao quadro desolado da ruína,
Pois tão fria agora se tornou esta sombra,
Aquela que sangra tão descontroladamente em seu exílio,
Em sua indenização isolada,
Aquela que precisa desejar poderia murchar e morrer...
Minha vida faminta....
Minha vida faminta,
Dentro deste sopro, dentro desta forma,
E agora sufocando na cintilação da aurora,
Suas lâminas venenosas de luz dendrítica,
Que perfuram o coração, na ascensão de um novo dia,
Venha agora, estranho frio e solitário,
Apareça em suas vestes virais e sombrias,
Pois andar com você ao meu lado,
É ser carregado por você, pelos caminhos do meu próprio sangue que vaza,
Docemente envenenadas, minhas palavras se esforçaram para acalmar minha própria alma,
Solemne meu desejo por um corpo quebrado que combine com meu coração partido…
Pois eu vivo entre esta morte e detritos,
Tudo que vejo eu contemplo com temor,
Nascido neste mundo com os olhos bem abertos,
Nenhum conforto para mim aqui nos reinos mortais,
Nenhum prazer na imundície e sua tolice,
Nenhuma fé em tais ilusões,
Tão maligna esta Eden do ego ectópico do homem,
Crescido agora longe em abandono ignorante,
Sua supremacia mal adquirida e deformada,
Concedida ao desgoverno e à queda de todos,
Desviado da natureza, longe dos deuses,
Suas costas voltadas para a sabedoria,
Ele se ergue acima do mundo, mas não sobre,
Não profane esta antiga terra que você escolhe abandonar,
Para que não te cubra em um longo sono decrépito,
Retire agora suas garras sugadoras das veias da criação,
Para que não te flutue morto, de volta pelos caminhos do seu avanço,
Colapse agora longe de mim os véus de concretude,
Caiam na ruína que você nutriu para nós,
Abrace o desdobramento de suas inúmeras traições,
Morra agora e desapareça da minha vista,
Que você se lave nas marés retornantes da extinção,
Pois seu veneno escravizou o próprio ar que nos permite viver,
Sua imundície alcançou profundezas que deveríamos, por medo, ter evitado,
E o que há da minha sombra entre esta ruína…
Aquela que cai contra a terra, tão diáfana e enfraquecida,
Pois que pena é essa que me foi legada,
Que eu deva encontrar apenas este vazio no qual me entreter,
Que eu deva aqui me esforçar até as lágrimas,
Em troca das profundas e suaves marcas da ignomínia.