Bailar Morghulis
Pero cuando empiezo a moverme lo olvido todo
Como si desapareciera
Y todo mi cuerpo cambiara
Como si... tuviera fuego dentro
Y me veo... volando
Como un pájaro (one, two, three)
Por el despertador que sonará a las siete
Por las veces que has querido matar a tu jefe
Por ese café que se cayó en tu ropa
Por las horas que has pasado llorando ese vete de su boca
Por las caras amargadas en el metro
Por las veces que faltaron tu respeto
Por los años explotada por un sistema obsoleto
Por las veces que te han dicho que estés quieto
Que eso no es un juego
Por los sueños que se pierden
Por la gente que no vuelve
Por el mierda de tu ex que te llamó este viernes
La paciencia que has tenido porque no hay champú
Por los mierdas que te suben cada año la luz
Por la gente que te habla solo si has triunfado
Por el manager robándonos miles de pavos
Por el rollo de papel que no está en el lavabo
Por la rabia de vivir siempre explotado
Por el miedo que te hacía
Por el tiempo que perdiste
Por robarme la alegría
Por ser un puto despiste
Por los censores de chistes
Por vivir en autovías
Porque sé que merecía mucho más de lo que diste
Por la rabia de un país manipulado
Por los niños refugiados
Por los pisos desahuciados
Por la lucha contra un muro de metal que no se acaba
Por los hipsters del Starbucks
Por el odio generado por las caras precoces
Por el estrés
Por el negocio millonario de tu fe
Porque les crees
Por todas esas letras que nunca escribí
Por todas las veces que no canté
Por las ganas de salir
Por las veces que no fue
Por los compas encerrados
Por luchar y por vivir de pie
Por el pueblo Palestino, por callar
Porque a veces todo es tan injusto que no puedo más
Ven, acércate, no tengas miedo
Que quiero bailar hasta que duela
Saca sacar los miedos fuera
De este cuerpo que ya lleva siete birras
Amaneceré cantando rumba
Olvidaré que tú me olvidas
Y sabré a que sabe cada tiempo muerto
Desaparecer de la rutina
Desconectar los sentimientos
Ver caer la noche encima de tus besos
Voy a gritar hasta mañana
O hasta que muera el rey de España
Por los 4, 9
Por ser un sirviente
Por la gente que no pone intermitentes
Por el aguardiente
Por los que odian a la espalda y te mienten de frente
Porque el mierda de Abascal sigue teniendo dientes
Por las veces que intenté domar a la locura
Por los tragos de amargura
Por ser tu cintura
Por los golpes del meñique a oscuras
Porque siempre se equivocan para mal en la factura
Por los perros en la calle
Por no ver el modo
Los derechos laborales que perdemos al no quemar todo
Por las noches con insomnio
Por mi patrimonio
Por las veces que dormí con el demonio
Por esta depresión globalizada
Las pizzas quemadas
Por los ya nos veremos que quedan en nada
Porque al final te mueres hagas lo que hagas
Por la gente que rechaza la alambrada
Por las arcas saqueadas
Por su fama descarada
Por las miles de mujeres maltratadas por Arcadi Espada
Porque se creen mejores por tener más pasta
Por todos los complejos que ya arrastras
Por las horas malgastadas odiándote a ti mismo
Por los restos del Franquismo
Por ver espejismos
Por la droga que se mete en el retrete
Por los cientos de peajes que he pagado en la AP-7
Por la mierda de sistema
Por la inercia, la impotencia
Por los antivacunas, por la Tierra hueca
Porque siempre te llaman en plena siesta
Porque cuando te levantas, él se acuesta
Por la contaminación
Por la violencia gratuita
Por los años que he tenido que aguantar a Rita
Por tener que luchar contra mi némesis
Porque necesito algún paréntesis
Ven, acércate, no tengas miedo (no tengas miedo)
Que quiero bailar hasta que duela
Saca sacar los miedos fuera
De este cuerpo que ya lleva siete birras
Amaneceré cantando rumba
Olvidaré que tú me olvidas
Y sabré a que sabe cada tiempo muerto
Desaparecer de la rutina
Desconectar los sentimientos
Ver caer la noche encima de tus besos
Voy a gritar hasta mañana
O hasta que muera el rey de España
Ven y mueve el esqueleto no estés quieto (no estés quieto)
Aquí caben todos los pueblos
No distinguimos raza o sexo
Y creo que voy medio ciego
Y tú lo sabes (joder que si lo sabes)
La timidez aquí no cabe
Ya solo canto las verdades
Amistades, borracheras, risa eterna
Hoy solo toca divertirse
Despedazar tu parte triste
O explotar como artefacto terrorista (como, como, como)
Como no siga el bar abierto
Como censures a otro artista
Dançar Morghulis
Mas quando começo a me mexer, esqueço de tudo
Como se desaparecesse
E todo o meu corpo mudasse
Como se... tivesse fogo dentro
E me vejo... voando
Como um pássaro (um, dois, três)
Pelo despertador que tocará às sete
Pelas vezes que quis matar seu chefe
Por aquele café que caiu na sua roupa
Pelos momentos que passou chorando por ele sair da boca
Pelos rostos amargos no metrô
Pelas vezes que faltaram com seu respeito
Pelos anos explorada por um sistema obsoleto
Pelas vezes que te disseram para ficar quieto
Que isso não é um jogo
Pelos sonhos que se perdem
Pelas pessoas que não voltam
Pelo idiota do seu ex que te ligou nesta sexta
Pela paciência que teve porque não havia xampu
Pelos idiotas que aumentam a luz a cada ano
Pelas pessoas que falam com você apenas se você tiver sucesso
Pelo empresário nos roubando milhares de euros
Pelo rolo de papel que não está no banheiro
Pela raiva de viver sempre explorado
Pelo medo que te fazia
Pelo tempo que perdeu
Por roubar minha alegria
Por ser um maldito descuido
Pelos censores de piadas
Por viver em autoestradas
Porque sei que merecia muito mais do que deu
Pela raiva de um país manipulado
Pelas crianças refugiadas
Pelos apartamentos despejados
Pela luta contra um muro de metal que não acaba
Pelos hipsters do Starbucks
Pelo ódio gerado pelas caras precoces
Pelo estresse
Pelo negócio milionário da sua fé
Porque acredita neles
Por todas essas letras que nunca escrevi
Por todas as vezes que não cantei
Pela vontade de sair
Pelas vezes que não foi
Pelos companheiros encarcerados
Por lutar e viver de pé
Pelo povo palestino, por calar
Porque às vezes tudo é tão injusto que não aguento mais
Venha, se aproxime, não tenha medo
Quero dançar até doer
Tirar os medos para fora
Deste corpo que já tomou sete cervejas
Amanhecerei cantando rumba
Esquecerei que você me esquece
E saberei o gosto de cada tempo morto
Desaparecer da rotina
Desconectar os sentimentos
Ver a noite cair sobre seus beijos
Vou gritar até amanhã
Ou até o rei da Espanha morrer
Pelos 4, 9
Por ser um servo
Pelas pessoas que não usam a seta
Pela aguardente
Pelos que odeiam pelas costas e mentem na frente
Porque o idiota do Abascal ainda tem dentes
Pelos momentos em que tentei domar a loucura
Pelos goles de amargura
Por ser sua cintura
Pelos golpes do mindinho no escuro
Porque sempre erram para o mal na conta
Pelos cães na rua
Por não ver a solução
Pelos direitos trabalhistas que perdemos ao não queimar tudo
Pelas noites de insônia
Por meu patrimônio
Pelos momentos que dormi com o demônio
Por esta depressão globalizada
As pizzas queimadas
Pelos até logo que não levam a nada
Porque no final você morre faça o que fizer
Pelas pessoas que rejeitam a cerca
Pelos cofres saqueados
Por sua fama descarada
Pelas milhares de mulheres maltratadas por Arcadi Espada
Por se acharem melhores por terem mais dinheiro
Por todos os complexos que já carrega
Pelas horas desperdiçadas odiando a si mesmo
Pelos resquícios do Franquismo
Por ver miragens
Pela droga que vai para o vaso sanitário
Pelos centenas de pedágios que paguei na AP-7
Pelo maldito sistema
Pela inércia, a impotência
Pelos antivacinas, pela Terra oca
Porque sempre ligam na hora da sesta
Porque quando você se levanta, ele se deita
Pela poluição
Pela violência gratuita
Pelos anos que tive que aguentar a Rita
Por ter que lutar contra minha némesis
Porque preciso de um parêntese
Venha, se aproxime, não tenha medo (não tenha medo)
Quero dançar até doer
Tirar os medos para fora
Deste corpo que já tomou sete cervejas
Amanhecerei cantando rumba
Esquecerei que você me esquece
E saberei o gosto de cada tempo morto
Desaparecer da rotina
Desconectar os sentimentos
Ver a noite cair sobre seus beijos
Vou gritar até amanhã
Ou até o rei da Espanha morrer
Venha e mexa o esqueleto, não fique parado (não fique parado)
Aqui cabem todos os povos
Não distinguimos raça ou sexo
E acho que estou meio cego
E você sabe (caramba, se sabe)
A timidez não cabe aqui
Agora só canto as verdades
Amizades, bebedeiras, riso eterno
Hoje só toca se divertir
Despedaçar sua parte triste
Ou explodir como um artefato terrorista (como, como, como)
Se o bar não continuar aberto
Se censurarem outro artista