Let's Not Chat About Despair
You, who speak of crowd control,
of karma or the punishment of God:
Do you fear the cages they are building
in Kentucky, Tennessee and Texas
while they're giving ten to forty years to find a cure?
Do you pray each evening out of horror
or of fear to the savage God
whose bloody hand
commands you now to die, alone?
Let's not chat about Despair.
Let's not chat about Despair.
Do you taste the presence of the living dead
while the skeleton beneath your open window
waits with arms outstretched?
Do you spend each night in waiting
for the Devil's little angels' cries
to burn you in your sleep?
Do you wait for miracles in small hotels
with seconal and compazine
or for a ticket to the house of death in Amsterdam?
Let's not chat about Despair.
Let's not chat about Despair.
Do you wait in prison for the dreadful day
the office of the butcher comes to carry you away?
Do you wait for saviors or the paradise to come in laundry rooms, in toilets, or in cadillacs?
Are you crucified beneath the life machines
with a shank inside your neck
and a head which blossoms like a basketball?
Let's not chat about Despair.
Let's not chat about Despair.
Do you tremble at the timid steps
of crying, smiling faces who, in mourning,
now have come to pay their last respects?
In Kentucky Harry buys a round of beer
to celebrate the death of Billy Smith, the queer,
whose mother still must hide her face in fear.
You who mix the words of torture, suicide and death
with scotch and soda at the bar,
we're all real decent people, aren't we,
but there's no time left for talk:
Let's not chat about Despair.
Let's not chat about Despair.
Let's not chat about Despair. Please
Don't chat about Despair.
Vamos Parar de Falar Sobre Desespero
Você, que fala de controle da multidão,
de karma ou do castigo de Deus:
Você teme as jaulas que estão construindo
em Kentucky, Tennessee e Texas
enquanto dão de dez a quarenta anos para achar uma cura?
Você reza toda noite por horror
ou por medo do Deus selvagem
cuja mão ensanguentada
te ordena agora a morrer, sozinho?
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Você sente a presença dos mortos-vivos
enquanto o esqueleto sob sua janela aberta
espera com os braços abertos?
Você passa cada noite esperando
pelos gritos dos pequenos anjos do Diabo
que vão te queimar enquanto você dorme?
Você espera por milagres em pequenos hotéis
com seconal e compazine
ou por um bilhete para a casa da morte em Amsterdã?
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Você espera na prisão pelo dia terrível
em que o escritório do açougueiro vem te levar?
Você espera por salvadores ou pelo paraíso que vem em lavanderias, em banheiros, ou em cadillacs?
Você está crucificado sob as máquinas de vida
com uma faca dentro do seu pescoço
e uma cabeça que floresce como uma bola de basquete?
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Você treme com os passos tímidos
de rostos chorando e sorrindo que, em luto,
agora vieram prestar suas últimas homenagens?
Em Kentucky, Harry compra uma rodada de cerveja
para celebrar a morte de Billy Smith, o viado,
cuja mãe ainda precisa esconder o rosto de medo.
Você que mistura as palavras tortura, suicídio e morte
com scotch e soda no bar,
todos nós somos pessoas decentes, não somos?
mas não há mais tempo para conversa:
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Vamos parar de falar sobre Desespero.
Vamos parar de falar sobre Desespero. Por favor
Não fale sobre Desespero.
Composição: Diamanda Galás