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Eterno Como Areia

Diana Pequeno

LetraSignificado

    Eu vim da paineira do cerrado
    Da cascata e da cachoeira
    Vim do campo esverdeado
    E da estrada só poeira
    O meu canto é de caboclo
    E o meu peito avarandado
    Meu olhar alcança pouco
    Vaga-lume em céu fechado
    Eu sou o sertão em coivara
    Tenho sangue de águas claras
    Escorrendo em meus riachos
    No remanso do meu peito
    A viola arranja um jeito
    E o amor despenca em cachos
    Sobre os pastos e caminhos
    Quero ser o algodão
    Branco como o coração
    Do caboclo quando canta
    Ser a foice do arado
    E rasgar seu chão suado
    Ser seu braço quando planta
    A semente seu destino
    E então ser a calma do regato
    Ser o canto da araponga
    Ser a cor verde do mato
    E viola em noite longa
    E morrer no meu lugar
    Ser viola em noite longa
    E voltar no amanhecer
    Ver meu povo pela estrada
    Pés batendo no areião
    Ser seu punho, sua enxada
    E morrer no seu lugar
    Ser seu canto, sua brigada
    E morrer no seu lugar
    Ser seu canto e sua armada

    Composição: José Maria Giroldo. Essa informação está errada? Nos avise.

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