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Deus Fez Chover

Diane Cluck

God Made It Rain

God made it rain so i'd run to the bus stop
God knew otherwise i'd be late.
I grab the umbrella torn from a pawnshop,
Drop all my keys down a grate, but
I have to give up and keep running.
I choke on my cough drop,
The neighbors dog's launching itself at the gate.
Barking, tossing itself like a ship onto rocks,
A creature that will not resign to it's fate.

I say "gimme five!" to my neighbor, a lefty,
Who thought i meant money and handed me some.
I gave it back to my four fingered lefty,
He slaps me five by adding the thumb from his right hand.
He says, "diane...

Why don't you quit that job that you've got?
If you always run late, you must hate it.
You know if i were a woman i'd get me knocked up
So i could sit home and look out at the snow."

We watch the rain make old snow into glass,
Snow into glass like the sun does to sand,
He says "do you want to?"
And i say, "i guess."
He shivers under my five fingered hand.

My spent neighbor leaves our slight of hand alley
And i am alone until something gets thrown at me.
Blood on my cheek, and the laughter of children
The sting of a snowball embedded with stone.

I see neighborhood mothers wig out from their windows
Watching their archangels arch in the snow.
In sub zero temperatures, rigid and rosy,
Kids stagger by with a frost bitten glow.

God made it rain so i'd run to the bus stop
God knew otherwise i'd stay home.
Calling in sick is no final solution,
Hiding in bed and unplugging the phone.
Sometimes you must work until you give out,
Sometimes you must work until all work is done.
Look at the way the rain clears a path for the sky to conceive an immaculate son(sun).

Deus Fez Chover

Deus fez chover pra eu correr pro ponto de ônibus
Deus sabia que, se não, eu ia me atrasar.
Eu pego o guarda-chuva rasgado de uma loja de penhores,
Deixo todas as minhas chaves caírem numa grade, mas
Eu tenho que desistir e continuar correndo.
Eu engasgo com meu pastilha para tosse,
O cachorro do vizinho se jogando contra o portão.
Latindo, se jogando como um barco nas pedras,
Uma criatura que não vai se resignar ao seu destino.

Eu digo "me dá cinco!" pro meu vizinho, canhoto,
Que achou que eu queria grana e me deu um trocado.
Eu devolvo pra ele, que tem quatro dedos,
Ele me dá cinco, acrescentando o polegar da mão direita.
Ele diz, "Diane...

Por que você não larga esse emprego que você tem?
Se você sempre se atrasa, deve odiar isso.
Você sabe que se eu fosse mulher, eu engravidaria
Pra poder ficar em casa e olhar a neve."

Nós assistimos a chuva transformar a neve velha em vidro,
Neve em vidro como o sol faz com a areia,
Ele pergunta "você quer?"
E eu digo, "acho que sim."
Ele treme sob minha mão de cinco dedos.

Meu vizinho cansado sai da nossa rua de truques
E eu fico sozinho até algo ser jogado em mim.
Sangue na minha bochecha, e o riso das crianças
A dor de uma bola de neve embutida com pedra.

Eu vejo mães do bairro surtando pelas janelas
Assistindo seus anjinhos se divertindo na neve.
Em temperaturas abaixo de zero, rígidos e rosados,
As crianças passam cambaleando com um brilho de congelamento.

Deus fez chover pra eu correr pro ponto de ônibus
Deus sabia que, se não, eu ia ficar em casa.
Ligar dizendo que estou doente não é solução final,
Me esconder na cama e desligar o telefone.
Às vezes você tem que trabalhar até se esgotar,
Às vezes você tem que trabalhar até todo trabalho acabar.
Olha como a chuva abre um caminho pro céu conceber um filho (sol) imaculado.

Composição: