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Noche sin lucero
Diomedes Díaz
Noite sem estrela
Noche sin lucero
Quero morrer como morrem os invernosQuiero morirme como mueren los inviernos
Sob o silêncio de uma noite de verãoBajo el silencio de una noche veraniega
Quero morrer como morre meu povoQuiero morirme como se muere mi pueblo
Serenamente, sem reclamar dessa dorSerenamente, sin quejarme de esta pena
Quero o sepulcro de uma noite sem estrela, depois ressuscitar para uma Lua festeiraQuiero el sepulcro de una noche sin lucero, luego resucitar para una Luna parrandera
Quero morrer sob o beijo de uma namoradaQuiero morirme bajo el beso de una novia
E em cada verso de um passeio VillanueveroY en cada verso de un paseo Villanuevero
Quero roubar os minutos das horasQuiero robarle los minutos a las horas
Pra que meus pais nunca fiquem velhosPa' que mis padres nunca se me pongan viejos
Quero espantar a mirla pela meia-noiteQuiero espantar la mirla por la media noche
E trocar seu ninho por um galho de estrelasY reemplazar su nido por un gajo de luceros
Quero minha namorada, quase uma menina magrinha e meigaQuiero a mi novia casi una niña flaquita y tierna
Muito simples e de alma boaMuy sencillita y del alma buena
Com sua expressão sonhadoraCon su expresión soñadora
Quero o doce dos canaviais, a fruta madura e um rio musicalQuiero lo dulce de cañaverales, la fruta madura y un río musical
Pra esquecer o amargo dessa dorPara olvidar lo amargo de esta pena
Afogando o sofrimento desse malAhogando el sufrimiento de este mal
Pra esquecer o amargo dessa dorPara olvidar lo amargo de esta pena
Afogando o sofrimento desse malAhogando el sufrimiento de este mal
Se eu me apaixonar, me verão entristecidoSi me enamoro me verán entristecido
Porque minha sorte tem alma de papelPorque mi suerte tiene alma de papel
Me deixa triste quantos sonhos já perdidosMe pone triste cuantos sueños ya perdidos
Amores velhos que morreram ao nascerAmores viejos que murieron el nacer
Tantas promessas se acumulam no caminhoTantas promesas se orillan en el camino
Se foram lisonjeiras, e hoje as quero como ontemSe fueron lisonjeras, y hoy las quiero como ayer
Quantas tristezas se acumulam no caminhoCuantas tristezas se orillan en el camino
Se foram lisonjeiras, e hoje as quero como ontemSe fueron lisonjeras, y hoy las quiero como ayer
Quero ouvir a melodia daquele canárioQuiero escuchar la melodía de aquel canario
Que num descuido escapuliu da sua gaiolaQue en un descuido se ha escapado de su jaula
Ele canta alegre, mas solitárioEl canta alegre sin embargo solitario
Sob a sombra de um mangueirinho na savanaBajo la sombra de un manguito en la sabana
Quero partir o coração dos goiabeirosQuiero partirle el corazón a los guayabos
Às custas de uma dor que me machuca aqui na almaA filo de una pena que me duele aquí en el alma
Quero minha namorada, quase uma menina magrinha e meigaQuiero a mi novia casi una niña flaquita y tierna
Muito simples e de alma boaMuy sencillita y del alma buena
Com sua expressão sonhadoraCon su expresión soñadora
Quero o doce dos canaviais, a fruta madura e um rio musicalQuiero lo dulce de cañaverales, la fruta madura y un río musical
Pra esquecer o amargo dessa dorPara olvidar lo amargo de esta pena
Afogando o sofrimento desse malAhogando el sufrimiento de este mal
Pra esquecer o amargo dessa dorPara olvidar lo amargo de esta pena
Afogando o sofrimento desse malAhogando el sufrimiento de este mal
Quero morrer como morrem os invernosQuiero morirme como mueren los inviernos




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