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Páginas de Ouro

Diomedes Díaz

Páginas de Oro

Ese pedazo de página linda que escuchas callada
Habla del beso primero y del tiempo de oro de un ayer

No habrá que cerrar los ojos
Y pensar en todo lo que pudo ser
Sólo te dirá por última vez
Cuánto quise y cuánto pudo romper
Tu desdén entre nosotros
Sólo quedamente dirá por ti
Cuál es el precio para ser feliz
Cuánto, si te llevas todo

Te quise tanto como quieren pocos
Solo, muy solo me voy a marchar
Debo arrancar tu dardo venenoso
Pronto, muy pronto te quiero olvidar
Debo arrancar tu dardo venenoso
Pronto, muy pronto te quiero olvidar

Pero, ¿hacia dónde marchar cuando el mundo vive de tristezas?
Si se acabaran, el último poeta también morirá

Ay, bonita, mi morena bonita
Yo siempre seré triste, yo siempre
Si tú fuiste mi página linda
De oro como el cabello que tienes
Si tú fuiste mi página linda
De oro como el cabello que tienes

Y ese pedazo de página vieja que cantas mi amigo
No habrá de herirme, aunque me acompañaba para ella cantar

Pero fuerzas me han quedado
Para oírla despacio si vuelve a sonar
Cante esa letra que me hace llorar
Que un amigo sincero de verdad
Por siempre será un hermano
Canta que yo tengo que continuar
Así como el ave se ha de elevar
Contra el viento alto, muy alto

Te quise tanto como quieren pocos
Solo, muy solo me voy a marchar
Debo arrancar tu dardo venenoso
Pronto, muy pronto te quiero olvidar
Debo arrancar tu dardo venenoso
Pronto, muy pronto te quiero olvidar

Pero, ¿hacia dónde marchar cuando el mundo vive de tristezas?
Si se acabaran, el último poeta también morirá

Ay, bonita, mi morena bonita
Yo siempre vivo triste, yo siempre
Si tú fuiste mi página linda
De oro como el cabello que tienes
Si tú fuiste mi página linda
De oro como el cabello que tienes
Ay, nena, no olvides a Diomedes
Fijate que Diomedes te quiere
Si tú eres la página más linda

Páginas de Ouro

Esse pedaço de página linda que você escuta calada
Fala do primeiro beijo e do tempo de ouro de um passado

Não precisa fechar os olhos
E pensar em tudo que poderia ter sido
Só vai te dizer pela última vez
Quanto eu amei e quanto pôde quebrar
Seu desdém entre nós
Só vai dizer baixinho por você
Qual é o preço para ser feliz
Quanto, se você leva tudo

Te amei tanto como poucos amam
Sozinho, muito sozinho eu vou partir
Preciso arrancar seu dardo venenoso
Logo, muito em breve quero te esquecer
Preciso arrancar seu dardo venenoso
Logo, muito em breve quero te esquecer

Mas, para onde ir quando o mundo vive de tristezas?
Se elas acabarem, o último poeta também morrerá

Ai, bonita, minha morena bonita
Eu sempre serei triste, eu sempre
Se você foi minha página linda
De ouro como o cabelo que você tem
Se você foi minha página linda
De ouro como o cabelo que você tem

E esse pedaço de página velha que você canta, meu amigo
Não vai me ferir, embora me acompanhasse para ela cantar

Mas forças me restaram
Para ouvi-la devagar se voltar a tocar
Cante essa letra que me faz chorar
Que um amigo sincero de verdade
Para sempre será um irmão
Canta que eu tenho que continuar
Assim como o pássaro deve se elevar
Contra o vento alto, muito alto

Te amei tanto como poucos amam
Sozinho, muito sozinho eu vou partir
Preciso arrancar seu dardo venenoso
Logo, muito em breve quero te esquecer
Preciso arrancar seu dardo venenoso
Logo, muito em breve quero te esquecer

Mas, para onde ir quando o mundo vive de tristezas?
Se elas acabarem, o último poeta também morrerá

Ai, bonita, minha morena bonita
Eu sempre vivo triste, eu sempre
Se você foi minha página linda
De ouro como o cabelo que você tem
Se você foi minha página linda
De ouro como o cabelo que você tem
Ai, menina, não esqueça do Diomedes
Veja que Diomedes te ama
Se você é a página mais linda

Composição: Hernán Urbina Joiro