Inhuman
Like a deadened nerve which never calms down,
my body's arching under this sputtering noise :
remains of wings mingled with bones
that wind divides and scatters, in secret.
Immured fluid beauty, in my gold casket of ruins, like a pearl, I fall asleep.
Between sky and earth your shadow's dissolving deep down inside me
In this day-nigth / slow death agony...
You give yourself up to the secret of my lips, and discover an urn to my viscera.
Long floating strings lost in black waters,
sweeping away our memories.
Remorse is like this clear noise of the ink shunning me.
Half-moon eye, where to hide myself ?
I give myself up to the driving rain
while my teeth are squeezing you.
Remorse is like this dull noise of the hammer hitting you.
There, beauty takes form only at dead of night.
Desumano
Como um nervo adormecido que nunca se acalma,
meu corpo se arqueia sob esse barulho estalando:
restos de asas misturados com ossos
que o vento divide e espalha, em segredo.
Beleza líquida imersa, no meu caixão de ruínas dourado, como uma pérola, eu adormeço.
Entre céu e terra, sua sombra se dissolve fundo dentro de mim.
Neste dia-noite / lenta agonia da morte...
Você se entrega ao segredo dos meus lábios, e descobre uma urna para minhas vísceras.
Longas cordas flutuantes perdidas em águas negras,
varrendo nossas memórias.
Remorso é como esse barulho claro da tinta me evitando.
Olho de meia-lua, onde me esconder?
Eu me entrego à chuva forte
enquanto meus dentes te apertam.
Remorso é como esse barulho surdo do martelo te atingindo.
Lá, a beleza toma forma apenas na calada da noite.