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O Supremo Vício

Die Form

The Supreme Vice

The whitened soul is disadorned from charred over-shores.
Under the blister of stones, reluctantly, the wave vibrates : walled suns.

The bitter mescal springs like a charm from your distended belly... black hole.

Thirsty earth for amber and glair, draft, chasms of glass, confined stars :
hidden work, gnawed bone.

The rended girl cries at the stones the angel 's flesh : flayed.
Nettle, defiled, does not live.

Taken in reverse by sight, stranded, riddled with anguish, he opens her unavowed flesh.
The impaled girl 's sighs and worse, kinked and possessed :
stiffened, raped, gives up to dementia.
Sleepy lake, noiselessly passing away, fruitless belly.

Terre assoiffée de sang et de glaires, étoiles cachées, gouffres de fer...
La déchirée crie aux pierres sa douleur d 'ange écorché.
Criblé d 'angoisses, j 'ouvre ses chairs.
Soupirs et pire de l 'empalée, vrillée et possédée :
violée raidie s'ouvre à la folie.

O Supremo Vício

A alma alva está despida de adornos, queimada nas margens.
Sob o calor das pedras, relutantemente, a onda vibra: sóis cercados.

O amargo mescal brota como um encanto do seu ventre distendido... buraco negro.

Terra sedenta por âmbar e clara, rascunho, abismos de vidro, estrelas confinadas:
trabalho oculto, osso roído.

A garota despedaçada clama às pedras a carne do anjo: despelada.
Urze, profanada, não vive.

Tomada ao contrário pela visão, encalhada, cheia de angústia, ele abre sua carne não revelada.
Os suspiros da garota empalada e pior, retorcida e possuída:
endurecida, estuprada, entrega-se à demência.
Lago sonolento, passando silenciosamente, ventre estéril.

Terra sedenta de sangue e de claras, estrelas escondidas, abismos de ferro...
A despedaçada clama às pedras sua dor de anjo despelado.
Crivada de angústias, eu abro suas carnes.
Suspiros e pior da empalada, retorcida e possuída:
estuprada, endurecida, se abre à loucura.

Composição: Die Form