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O Caldeirão

Die Like Gentlemen

The Cauldron

Ahrriss the Wizard grows old
His fingers are knotted and cold
The lines in his grimoire seem blurred
The pages are brittle with mold
His voice strains to make itself heard

Not so long ago
He could conjure the rain or the snow
Or summon a demon
To entertain ladies and lords
Once he read fortunes in smoke
Charted stars for the fae and the folk
Not so long ago
He was seldom ignored

Conuiratio
Resurrectio
Per melodiam

Spiram tumultus
Non est sepultus
Ex sententia

Ahrriss smokes orcweed and broods
Why should ancient Ahrriss be doomed?
Amongst these old parchments and scrolls
These talismans, crystals and runes
A spell to resettle the soul

Tongue from a sparrow that sang in its cage
Liver of dragon pickled in rage
Carpet of spiders
Twang of a bow
Crash of the thunder
Bloom off the rose
Into the cauldron everything goes

Ahrriss smells Death at the door
He unravels time to spin more
Distilling an inhuman brew
The cauldron, it simmers and stews

Not so long ago
He could soar with the ravens
And beckon the South Wind to blow

Hiss of a vulture
Ash of your woes
Tooth from a shark with blood on the nose
Snifter of fire
Seed from a troll
Tears from a maiden who never grows old
Into the cauldron everything goes

The old man retires
Pungent brew in his cup
Black cat curled at his side
Pinch of grave-scented snuff
He takes vellum and quill
Drums a waltz, then he pens

Here lies Ahrriss the Wizard
Until we meet again

O Caldeirão

Ahrriss, o Mago, envelhece
Seus dedos estão retorcidos e frios
As linhas em seu grimório parecem borradas
As páginas estão quebradiças com mofo
Sua voz se esforça para ser ouvida

Não faz muito tempo
Ele podia conjurar a chuva ou a neve
Ou chamar um demônio
Para entreter damas e senhores
Uma vez ele lia destinos na fumaça
Desenhava estrelas para as fadas e o povo
Não faz muito tempo
Ele raramente era ignorado

Conuiratio
Resurrectio
Per melodiam

Spiram tumultus
Non est sepultus
Ex sententia

Ahrriss fuma erva orc e reflete
Por que o antigo Ahrriss deveria estar condenado?
Entre esses velhos pergaminhos e rolos
Esses talismãs, cristais e runas
Um feitiço para reestabelecer a alma

Língua de um pardal que cantou em sua jaula
Fígado de dragão conservado na raiva
Tapete de aranhas
Tensão de um arco
Estrondo do trovão
Florescer da rosa
Para o caldeirão, tudo vai

Ahrriss sente a Morte na porta
Ele desenrola o tempo para girar mais
Destilando uma poção inumana
O caldeirão, ele borbulha e cozinha

Não faz muito tempo
Ele podia voar com os corvos
E chamar o Vento do Sul para soprar

Sussurro de um urubu
Cinzas das suas mágoas
Dente de um tubarão com sangue no nariz
Golpe de fogo
Semente de um troll
Lágrimas de uma donzela que nunca envelhece
Para o caldeirão, tudo vai

O velho se retira
Poção pungente em sua xícara
Gato preto enrolado ao seu lado
Pitada de rapé com cheiro de cemitério
Ele pega pergaminho e pena
Bate um valsinha, então escreve

Aqui jaz Ahrriss, o Mago
Até nos encontrarmos novamente