A Contrapelo
Se vendió el pescao, las escobas y el cordel
Que me ataba de manos y pies,
El amor sin par, las cerillas sin prender
De la lengua que no quiso arder
Sin desflorar, como en un burdel, vírgenes,
Sin desflorar son los pétalos de ayer,
No, no me dormiré cuando atruene el sol
Y lo anegue todo de abandono, que me deje ciego,
No, sé que libaré de los charcos que
Fui sembrando por cada poro de mi piel,
Se secó el rosal, y los soles de tender,
Las espinas no deben saber
Ni del cenagal donde me volví a esconder,
Ni del barro que me da la sed,
Sin desflorar, como en un burdel, vírgenes,
Sin desflorar son los pétalos de ayer
No, no me dormiré cuando atruene el sol
Y lo anegue todo de abandono, que me deje ciego,
No, sé que libaré de los charcos que
Fui sembrando por cada poro de mi piel.
A Contrapelo
Vendi o peixe, as vassouras e a corda
Que me prendia de mãos e pés,
O amor sem par, os fósforos sem acender
Da língua que não quis queimar
Sem desflorar, como em um bordel, virgens,
Sem desflorar são os pétalas de ontem,
Não, não vou dormir quando o sol estourar
E inundar tudo de abandono, que me deixe cego,
Não, sei que vou beber dos poços que
Fui deixando por cada poro da minha pele,
Secou a roseira, e os sóis de estender,
As espinhas não devem saber
Nem do pântano onde voltei a me esconder,
Nem da lama que me dá sede,
Sem desflorar, como em um bordel, virgens,
Sem desflorar são os pétalas de ontem
Não, não vou dormir quando o sol estourar
E inundar tudo de abandono, que me deixe cego,
Não, sei que vou beber dos poços que
Fui deixando por cada poro da minha pele.